A época 2025/26 da I Liga Portuguesa está a ser histórica, com investimentos recordes em transferências pelos clubes. Os 18 emblemas da liga gastaram um total de 424,9 milhões de euros, quebrando o anterior máximo de 283,61 ME, alcançado há duas temporadas, de acordo com dados do Transfermarkt.
O que se observa é uma clara tendência de aumento dos gastos, refletindo a crescente competitividade e profissionalização do futebol português.
Investimentos do FC Porto
O FC Porto, atual líder da liga, foi um dos principais responsáveis por este aumento. A equipa treinada por André Villas-Boas gastou oito ME no mercado de inverno, somando um total de 119,35 ME em gastos nesta época. O presidente do clube já havia projetado que esta seria uma das maiores janelas de transferência de sempre, e de facto, está a concretizar-se.
Entre as aquisições destacam-se Oskar Pietuszewski e Thiago Silva, que regresou ao Porto após uma longa ausência de duas décadas, exemplificando a ambição do clube em reforçar o plantel.
O Sporting em Grande
O Sporting também não ficou atrás, sendo o clube com o maior investimento no mercado de inverno, ao adquirir dois extremos por 20,5 ME. Luís Guilherme e Souleymane Faye foram os alvos, com o primeiro a ser a contratação mais cara do mercado.
Este movimento leva o total de gastos do Sporting nesta época a 101,85 ME, um valor sem precedentes para o clube, sublinhando a determinação em competir ao mais alto nível.
Benfica Estabelece Novos Recordes
O Benfica não só confirmou a sua astúcia no mercado como também estabeleceu um novo recorde de gastos, chegando a 116,55 ME total, dividindo 11 ME nas recentes contratações de Lopes Cabral e Rafa Silva. O anterior máximo global era de 115 ME, alcançado na época 2020/21.
Esta nova abordagem está a gerar expectativas sobre o que o clube poderá alcançar na competição, especialmente tendo em vista o número limitado de vagas para a Liga dos Campeões na próxima temporada.
O Crescimento de Outros Clubes
A I Liga tem mostrado que, enquanto os três grandes investem massivamente, outros clubes também estão a acompanhar a tendência. O Sporting de Braga renovou seu recorde de despesas pela terceira época consecutiva, totalizando 35,57 ME.
As suas aquisições, incluindo Demir Tiknaz, estão a contribuir para um campeonato mais competitivo, mas os restantes clubes da liga, com exceção do Estoril Praia que se absteve de gastar, não chegaram nem perto dos valores dos quatro primeiros classificados.
Em suma, a I Liga chegou a um ponto em que os recordes de gastos são uma nova normalidade, e o impacto disso no desempenho das equipas pode ser significativo nas próximas temporadas. Com estas alterações, torna-se evidente que o futebol português está a passar por uma transformação que pode levar a um aumento da competitividade a nível europeu, enquanto os clubes se preparam para os desafios da próxima edição da Liga dos Campeões.