José Mourinho, em declarações na flash interview da SportTV, após a derrota frente à Juventus, por 2-0, na penúltima jornada da fase de ligas da Champions, disse: ““No futebol ganha quem marca. Há mil exemplos de equipas que fazem pouco para ganhar e ganham e outras que fazem muito para ganhar e não ganham. Fizemos um jogo forte, mas nos últimos 20 metros é preciso ser objetivo, é preciso partir a baliza e atacá-la com tudo.””
Esta declaração de Mourinho reflete a criticidade dos momentos decisivos nas grandes competições, onde a eficácia é fundamental. Ele referiu também que a equipa teve ““algumas grandes oportunidades, outras que são meias oportunidades””
, sublinhando a necessidade de converter as chances criadas.
Por sua vez, após a vitória sobre o PSG, Rui Borges tomou a palavra para destacar a evolução do seu trabalho: ““Acho que não me vão perguntar mais porque não ganho a equipas grandes””
. Essa afirmação demonstra a confiança que o treinador ganhou com o recente sucesso, mas também ilustra o peso das expectativas em torno dele. O desafio para Rui Borges é grande, especialmente tendo em conta o que teve que superar: ““Chegou ao Sporting no momento mais conturbado do clube””
. A superação dessa fase conturbada é um testamento à sua capacidade de liderança.
Rui Borges e a Superação
Após vencer o bi-campeonato e a Taça de Portugal, Rui Borges não se deixou abalar pela saída de jogadores-chave. Ele adaptou a equipa às suas ideias e foi à luta
. Essa resiliência é evidente nas palavras de Mourinho quando ele diz: ““Essas dores passam por isso, o McKennie apareceu uma vez na frente do guarda-redes, sentou-o e fez golo. Quando vais com jogadores que crescem é mais complicado.””
Aqui, Mourinho menciona o crescimento dos jogadores sob pressão, um reflexo do rigor que é necessário em competições de alto nível.
Sobre a luta na Champions, Mourinho declarou: ““Olho de dois modos diferentes. Enquanto não nos disserem objetivamente que nove pontos não chegam, vamos acreditar que podem chegar.””
A perseverança é um tema comum entre os dois treinadores, enquanto Rui Borges referiu a luta pela emancipação: “Acho que não me vão perguntar mais porque não ganho a equipas grandes. E acrescentou:
É ruído
. Esse tipo de mentalidade, onde se insiste na superação e se ignora as críticas, é o que molda os melhores treinadores.
A Luta pela Vitória
O desafio está lançado tanto para Mourinho quanto para Borges. Ambos têm um caminho a percorrer, mas se há algo claro, é que o futebol é, sem dúvida, uma arena onde se medem forças, ambições e capacidade de agir sob pressão. O que fica é que ““a vitória de Rui Borges sobre o PSG, rei da Europa, não foi por sorte ou por acaso. Teve alguma felicidade, sim, mas essa, a felicidade, procura-se””
. Portanto, o panorama competitivo continua a evoluir.
A resposta à pergunta inicial sobre a capacidade dos treinadores de se provarem em grandes jogos permanece em aberto nesta fascinante temporada de futebol. A crítica vai além da simples análise de resultados; trata-se da forma como cada treinador utiliza os momentos de pressão para moldar o seu legado. Neste contexto, tanto Mourinho como Borges continuam a escrever as suas histórias dentro e fora do campo.