Presidente ataca «favorecimentos» e «suspeições sobre a integridade»
Frederico Varandas, presidente do Sporting, aproveitou o empate da sua equipa frente ao Aves SAD para voltar a criticar o trabalho dos árbitros. Este não é o primeiro episódio em que o líder dos leões acusa a existência de «favorecimentos» e «suspeições sobre a integridade» do jogo, sugerindo que o Sporting é prejudicado em comparação com os seus principais rivais, Benfica e FC Porto.
As declarações de Varandas sobre este tema contrastam com algumas das suas próprias atitudes no passado. Apesar de afirmar que qualquer árbitro é «bem tratado em Alvalade» e que «ninguém desce ao túnel para os intimidar», o presidente leonino foi visto a pedir satisfações ao árbitro Luís Godinho, após um golo anulado à sua equipa.
Contradições nas declarações do presidente
As posições de Varandas sobre este tema revelam alguma contradição. Se por um lado reconhece estar «refém dos humores dos atletas» e não conseguir cumprir a promessa de proteger o antigo treinador João Pereira, por outro lado, critica abertamente a imparcialidade das arbitragens.
Curiosamente, Varandas já tinha usado «da mais fina ironia» para atacar os adeptos do Sporting que criticavam o árbitro João Pinheiro, chegando a dizer que os sportinguistas estavam «traumatizados» com esse juiz. Agora, volta a lançar suspeições, desta vez sobre a imparcialidade das arbitragens nos jogos do Sporting em comparação com os seus rivais.
Reconhecimento do trabalho de Varandas
Apesar das contradições, é preciso reconhecer que Frederico Varandas tem conseguido colocar o Sporting no caminho dos títulos, melhorar a situação financeira do clube e cortar relações perigosas com as claques. Neste último aspeto, teve a coragem que faltou a outros dirigentes.
No entanto, a forma como Varandas lida com as arbitragens parece revelar um presidente que, por vezes, se mostra «vira-casacas» nas suas declarações. Afinal, como o próprio reconheceu, os adeptos «estúpidos ou não» sabem bem o que o presidente do Sporting quer transmitir quando critica as arbitragens.