Colina defende fim da recarga nos penáltis

  1. Colina defende fim da recarga nos penáltis
  2. Colina: "há uma distância enorme entre o atacante e o guarda-redes"
  3. Colina: "a regra de um remate apenas, como no desempate por grandes penalidades"
  4. Colina: "Um ou dois centímetros podem não fazer diferença a 40 metros da baliza, mas fazem toda a diferença dentro de área"

Pierluigi Colina, antigo árbitro e presidente do Comité de Árbitros da FIFA, revelou que a entidade máxima do futebol mundial está a planear alterações significativas nas regras dos pontapés de penálti. O italiano sublinha que existe um espaço muito grande entre as possibilidades do guarda-redes e do avançado que executa o castigo máximo, defendendo assim que não haja recargas após a cobrança inicial.

Colina explicou que "há uma distância enorme entre o atacante e o guarda-redes. 75% dos penáltis são convertidos, além de haver a possibilidade de recarga e de, muitas vezes, o penálti ser uma oportunidade maior do que a jogada que resulta no castigo máximo". Para resolver este desequilíbrio, o presidente do Comité de Árbitros da FIFA propõe "a regra de um remate apenas, como no desempate por grandes penalidades. Ou se marca golo ou o jogo recomeça com pontapé de baliza. Assim também se evita o espetáculo fora da área durante a marcação. Os jogadores parecem cavalos nas cordas antes do início de uma corrida".

Colina também elogiou o uso da tecnologia no futebol, rejeitando a necessidade de uma nova lei para o fora de jogo. "Um ou dois centímetros podem não fazer diferença a 40 metros da baliza, mas fazem toda a diferença dentro de área. Hoje, graças à tecnologia, temos a certeza quase absoluta", afirmou.

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