Gonçalo Paciência reflete sobre a carreira e o desejo de marcar no Dragão

  1. Gonçalo Paciência: "Nunca marquei ao FC Porto"
  2. Paciência elogia novo ciclo do FC Porto
  3. Paciência marcou um golo na Seleção Nacional
  4. Paciência acredita que Portugal pode vencer o Mundial

Gonçalo Paciência, em entrevista ao Maisfutebol, abordou diversos momentos da sua carreira, desde a passagem por clubes europeus e campeonatos alternativos, até ao regresso a Portugal pelo Santa Clara. O avançado refletiu sobre as suas experiências e o seu percurso, destacando as suas conquistas.

O jogador português, que foi campeão pelo FC Porto e venceu uma Liga Europa, não esconde o desejo de deixar a sua marca no clube portista de uma forma especial. Questionado sobre o jogo que viu da bancada do Dragão, Paciência afirmou: “Foi um momento difícil porque eu queria muito jogar, queria muito voltar ao Dragão. Nunca marquei ao FC Porto. Faltava-me marcar a um grande, ficou a faltar marcar ao FC Porto. Pode ser que seja para o ano. Fica para o ano.” Esta declaração sublinha o desejo de um dia fazer um golo contra a sua antiga equipa, numa demonstração de profissionalismo e, ao mesmo tempo, de uma ligação emocional ao clube. O avançado também elogiou o novo ciclo do FC Porto com André Villas-Boas, mencionando que “O FC Porto está diferente, mostrou que está vivo de novo e, com este título, ainda vai crescer muito mais, porque quem lá está tem muita competência. O FC Porto voltou ao caminho do sucesso. O André [Villas-Boas] tem um grande dedo nisso, depois de tantos anos com o presidente Pinto da Costa, que não é fácil de substituir. Alguém tinha de o fazer e ter essa coragem não é fácil também.”

Apesar de nunca ter sido o avançado principal da seleção de forma consistente, Paciência mostra-se orgulhoso do seu percurso, especialmente quando se lembra do seu tempo na Seleção Nacional, onde marcou um golo em dois jogos. O jogador vê o seu sucesso como um milagre, dadas as circunstâncias e os obstáculos que enfrentou na sua carreira. “Sim. Como disse, o meu sucesso não pode ser o mesmo que o de outro jogador, porque o outro jogador não teve as circunstâncias que eu tive, nem eu tive as circunstâncias dele. Na minha forma de medir a minha carreira e o meu sucesso, tive bastante sucesso, também por esses problemas que eu tive desde cedo, por ter tido esses entraves, esses obstáculos. Fazer aquilo que eu fiz… eu digo sempre que é um milagre, em jeito de brincadeira. Ter jogado na Seleção, ter jogado vários anos nas maiores ligas europeias, conseguir ganhar um título europeu, conseguir ganhar um título com o FC Porto, que é o clube onde eu cresci, o clube da minha cidade, o clube do meu coração… todos esses aspetos aliados aos problemas físicos que eu tive, acho que tive muito sucesso e fiz muito pela minha carreira.” Ele também abordou a questão de ser o “9” da Seleção: “Claramente, sempre sonhei ser o ponta de lança da Seleção. Tive esses momentos em que estive lá, mas, depois, a consistência na carreira é importante. E vemos que os jogadores que estão noutro nível têm poucas lesões e a consistência é grande. Eu não consegui ter isso e foi claramente aquilo que me faltou.” Por fim, Gonçalo Paciência deixou uma nota de otimismo em relação à capacidade da Seleção Nacional de vencer um Mundial: “Sim. Esta é uma geração fantástica e Portugal já demonstrou anteriormente no Euro 2016 que pode vencer, embora com outra geração, mas ainda temos jogadores que estiveram lá. Quanto ao Mundial, porque não?! Portugal tem mais do que qualidade e tem mais do que competência para chegar longe e espero que chegue. Vou estar a torcer.”

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