O palco está montado para um confronto direto de grande importância na sequência da Liga, onde Santa Clara e Casa Pia medirão forças com o objetivo de alcançar os seus desígnios na competição. A equipa açoriana, liderada por Petit, e o Casa Pia, sob a orientação de Álvaro Pacheco, abordam este encontro com a consciência de que os três pontos em disputa podem ter um peso significativo nas suas aspirações. As palavras de Lucas Soares, jogador do Santa Clara, ecoam o sentimento de confiança e ambição que paira no balneário açoriano. “Nesta fase do campeonato, todos os jogos são difíceis, porque todas as equipas precisam de pontos. Ainda assim, temos muita confiança no trabalho que temos vindo a desenvolver e queremos dar uma boa resposta frente ao Casa Pia”, afirmou o atleta.
A importância do duelo não passa despercebida a Petit, que, apesar de não considerar o jogo uma “final”, reconhece a sua relevância. “Temos 28 pontos, sabemos que é um adversário direto, e que se conseguirmos o resultado que queremos, fazemos 31 pontos, ficamos com mais seis e com vantagem no confronto direto. Mas é jogo a jogo, sabemos que há 15 pontos em disputa, e este vale três. É um jogo muito importante, não é uma final, mas podemos considerar, porque quem vencer está mais perto do seu principal objetivo. Foi sobre isso que falamos com os jogadores durante a semana. Temos de ter uma identidade forte, voltar àquilo que fizemos nas três vitórias seguidas e dois empates, seja fora ou em casa. Temos de ter sempre a mesma identidade, o mesmo compromisso, a mesma alegria em jogar, a intensidade que se mete no jogo e nos duelos, e amanhã temos de estar concentrados, solidários uns com os outros, e a energia tem de estar ligada entre todos, para fazermos um bom jogo e obter os três pontos”, sublinhou o técnico. Petit não ignora as dificuldades que o Casa Pia pode apresentar, especialmente jogando em casa. “O Casa Pia é uma equipa agressiva, intensa, com ideia muito clara, que joga com os três centrais e com os dois alas bem abertos. Constrói com muita largura, chama muito a equipa, tenta também a profundidade nas costas da defesa adversária. Mas, acima de tudo, temos é de olhar mais para nós, os nossos comportamentos, aquilo que nós podemos fazer, sabendo que é uma equipa que roubou pontos ao FC Porto e ao Benfica, e que em casa é difícil de bater. Mas nós também somos uma equipa forte, intensa, e também temos jogadores que podem resolver na frente e acelerar o jogo. Os onze que vão jogar, mais aqueles que possam entrar durante a partida, estão preparados para dar uma boa resposta e voltar às vitórias”, analisou. Em relação aos últimos resultados, Petit foi claro sobre a derrota frente ao Rio Ave: “A semana anterior ao jogo com o Rio Ave foi das nossas melhores e não estávamos à espera que houvesse um apagão da parte da nossa equipa. Se fossem dois ou três jogadores, mas foi geral mesmo. Os que jogaram e os que entraram, que nunca nos acrescentaram muita qualidade ou intensidade. Não é esquecê-lo, é ver aquilo que não fizemos bem, corrigir, trabalhar, como trabalharam bem nesta semana e amanhã dar uma resposta diferente”, disse o treinador.
Do lado do Casa Pia, Álvaro Pacheco também projeta o encontro com responsabilidade e confiança na capacidade da sua equipa em regressar às vitórias. “É o momento da responsabilidade”, afirmou o treinador. “Sabemos que o momento em que estamos e o reflexo do nosso trabalho são importantes para a visão e projeto do clube. O grupo também gosta destes desafios. Claro que gostávamos de estar mais confortáveis, mas, com a mentalidade e qualidade destes jogadores, eles estarão prontos para dar resposta a este momento”, garantiu. Pacheco destacou ainda a importância da identidade da equipa e a preparação para o jogo. “Além da nossa identidade, alma casapiana e garra, temos de ter lucidez para perceber o jogo, quando temos de acelerar e acalmar. A equipa deu uma resposta muito grande na semana e provoquei adversidades ao nível do treino, para ver a reação da equipa. Estamos preparados para o grande desafio. Este vai ser um jogo emocional, mas acredito que o Casa Pia vai regressar às vitórias”, expressou. O fator casa é visto como uma vantagem para o Casa Pia. “Temos tido muito boas prestações na nossa casa, a equipa tem-se sentido bem e mantido um nível muito alto. Sempre que vimos de um jogo menos conseguido, conseguimos dar uma boa resposta. É importante dar resposta a nível exibicional, mas também de segurança, maturidade e consistência, aprendendo com alguns erros que a equipa comete e tentar evitá-los, para regressarmos às vitórias”, disse. Álvaro Pacheco concluiu sobre a importância de cada partida: “O jogo mais importante das nossas vidas é o próximo, mas vamos jogar a meio da semana com o SC Braga e depois no fim de semana com Gil Vicente. Em função disso, há algumas situações a ponderar. Já tenho decisões minimamente orientadas, mas os que entrarem serão o melhor onze para a consistência que teremos de dar em casa, em busca da vitória que este grupo merece”.