Patrocínio do Governo Regional coloca Santa Clara em risco de sair dos Açores

  1. Santa Clara pode sair dos Açores
  2. Governo Regional pode cortar 1 milhão de euros
  3. Bruno Vicintin, acionista maioritário do Santa Clara
  4. Santa Clara paga 9 milhões de euros em impostos

Bruno Vicintin, acionista maioritário da SAD do Santa Clara, expressou sérias preocupações sobre o futuro do clube nos Açores. Segundo Vicintin, a continuidade da equipa em São Miguel é inviável caso o Governo Regional dos Açores decida retirar o patrocínio anual de cerca de um milhão de euros, uma verba essencial para a promoção da região nas camisolas do clube.

“Atualmente, temos quatro equipas e só em viagens gastamos 600/700 mil euros por época. Ou seja, praticamente esta verba do Governo Regional é canalizada para aí. Agora, com esta informação de que o Governo Regional dos Açores vai cortar os apoios… Não é uma ameaça nossa. É impossível jogar na ilha. Até porque economicamente seria muito mais vantajoso jogar no continente. Claro que seria uma tragédia para a Região, para o povo açoriano e para os nossos adeptos. Ninguém quer isso. Financeiramente, acho uma medida muito infeliz por parte do Governo Regional dos Açores”, criticou o dirigente do Santa Clara, em entrevista à Sport TV.

Vicintin deixou claro que a hipótese de fusão com outro emblema está fora de questão. No entanto, não descartou a possibilidade de o Santa Clara estabelecer uma parceria para operar no continente. “Existe, sim, caso o Santa Clara seja obrigado a jogar fora dos Açores, a possibilidade de fazer uma parceria com outro clube do continente para podermos usar os seus equipamentos, como o estádio. Há a opção de jogar no continente, sim.” Para o acionista, tal cenário seria vantajoso para qualquer “clube do continente na Liga, seria uma situação vantajosa. Só de impostos, o Santa Clara paga cerca de 9 milhões de euros. Fora tudo o resto”.

O investidor revelou o seu profundo empenho no clube, mencionando os avultados investimentos já realizados. “Vim para os Açores, comprei casa aqui. Investi 6 milhões de euros no Centro de Treino, estamos a investir muito na formação, subimos a equipa de sub-19 para a I Divisão Nacional. Não temos qualquer interesse em jogar fora dos Açores.” No entanto, Vicintin sente-se desrespeitado pela postura do Governo Regional. “Mas também não posso ser tratado como o bobo da corte. A partir do momento em que investimos na região, tiram o apoio. Não acho isso correto.”

Apesar do desagrado, o acionista do Santa Clara mantém-se aberto ao diálogo, reiterando que a sua prioridade é a permanência do clube nos Açores. “Na verdade, nem é o valor que está em causa. O que me incomodou mais é aquilo que considero uma falta de respeito. Quando o clube tinha problemas financeiros e processos criminais, nunca ninguém cortou apoios. Agora que há um investidor a colocar dinheiro na região, emprega pessoas… coloca-se este problema… considero muito infeliz por parte do Governo Regional dos Açores.” Contudo, o prazo para uma solução é claro. “Esta época temos um protocolo assinado e vamos jogar em São Miguel. Na próxima época, caso este apoio seja cortado e não exista apoio logístico, é impossível para o Santa Clara manter-se numa ilha”, concluiu.

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