Polémicas de arbitragem marcam vitória do Sporting sobre o Rio Ave por 4-1

  1. Vitória do Sporting sobre o Rio Ave por 4-1
  2. Decisões de arbitragem geraram controvérsia
  3. Expulsão de Petrasso foi momento-chave
  4. Sotiris Silaidopoulos criticou a arbitragem

A 33.ª jornada da Liga ficou marcada por um intenso confronto em Vila do Conde, onde o Sporting venceu o Rio Ave por 4-1. O jogo, no entanto, foi ofuscado por decisões de arbitragem e expulsões que geraram controvérsia. Sotiris Silaidopoulos, treinador do Rio Ave, não escondeu a sua indignação no final da partida, afirmando: “Tenho uma análise diferente, mas não sei se posso dizê-la. Foi um jogo muito bonito que foi destruído. Essa é a minha análise. Muito simples, muito honesta. Acho que a decisão para penálti é errada, não é penálti, na minha opinião. E esse foi um momento-chave do jogo. Porque dá cartão amarelo ao Petrasso, que depois vê o segundo e é expulso. Mas eu não quero gastar tempo a falar sobre isso.” A série de eventos que, do seu ponto de vista, comprometeu o desenrolar do jogo é evidente. O técnico grego fez ainda um balanço da prestação da equipa, destacando que “Acho que começámos muito bem o jogo. Com coragem, queríamos jogar bem contra um oponente muito bom. E para mim isso foi o mais importante. Foi o que disse aos jogadores antes do jogo: queríamos jogar à nossa maneira, e penso que fizemos isso muito bem na primeira parte. Depois houve alguns momentos, mesmo depois do penálti, em que podíamos ter marcado, e o jogo seria totalmente diferente. Os erros individuais fazem parte do jogo, especialmente com uma equipa como o Sporting, que tem tanta qualidade. Paga-se sempre pelos erros”.

A expulsão de Petrasso, que ocorreu após o segundo cartão amarelo numa falta sobre Suárez, foi, para Silaidopoulos, um ponto de viragem que impactou a estratégia da sua formação. O técnico expressou: “Jogar contra este tipo de equipas com 10 jogadores é sempre difícil. Mas o esforço esteve lá, estivemos bem na parte tática e tivemos alguns momentos em que fizemos o Sporting adaptar-se à nossa estratégia. Mas vamos olhar para as coisas boas, a mentalidade e a forma como queremos jogar este tipo de jogos. Estou muito satisfeito com isso.” Questionado sobre a eventual influência de Luís Suárez nas decisões de arbitragem, Silaidopoulos foi parco em palavras e apenas referiu: “Pergunte ao árbitro”. Em relação à presença de Evangelos Marinakis, proprietário da SAD do Rio Ave, nas bancadas, o treinador comentou: “Quando se tem alguém como Marinakis no estádio é sempre positivo, é um líder. Tem muito respeito de todos os fãs.” E complementou, numa outra ocasião, que “Marinakis tem o respeito de todos, sabe muito de futebol e estamos muito felizes por tê-lo aqui. É um grande líder e motivador, foi uma motivação extra.” Sobre a recuperação da equipa na I Liga, Silaidopoulos destacou a “estabilidade e a confiança. Da direção, dos jogadores, da equipa técnica, de todos os que trabalham connosco e dos adeptos. Toda esta confiança à nossa volta foi a chave. Nunca nos desviámos do caminho, tivemos o nosso processo. Já disse várias vezes que não é fácil perder cinco jogadores em dezembro e criar uma nova equipa e nova forma de jogo. Mas dou todos os créditos aos jogadores e à direção. Estou seguro que a próxima temporada vai ser melhor em termos de resultados.” O treinador grego também lamentou a falta de eficácia da sua equipa: “Estou desapontado, mas não quero criticar as decisões, deixo para vocês. Foi um grande jogo para se ver e, quando assim é, temos de manter o nível para melhorar a Liga. A Liga Portugal é espetacular, com jogos competitivos, bons jogadores e bons treinadores.” Por outro lado, o técnico realça o comportamento tático da sua equipa, evidenciando que “Queríamos deixar os centrais desconfortáveis e estivemos bem, criámos uma caixa com o Blesa e o Tamble e atacámos os espaços com os extremos. Gerimos isso muito bem. Se analisarem os nossos últimos jogos é tudo sobre a última decisão. Tivemos boas oportunidades na primeira parte. Fomos competitivos. É assim que quero que jogue a minha equipa. Se analisarem o nosso processo, como progredimos no último mês, estou satisfeito.” Por fim, Silaidopoulos concluiu: “Estou muito orgulhoso da exibição do Rio Ave, pela forma como os nossos jogadores geriram o jogo. Tenho de respeitar a decisão, são as regras do jogo.”

Do lado do Sporting, Rui Borges, treinador dos leões, reconheceu as dificuldades sentidas na primeira parte, mas elogiou a postura da sua equipa após as expulsões que ditaram a superioridade numérica. “A imagem está sempre, fomos sempre uma equipa muito ofensiva, goleadora e voltamos a sê-lo. Nunca fugimos a isso. Foi uma vitória difícil, uma primeira parte difícil, sofremos golo cedo e estivemos sempre sob risco. Sabíamos o que o Rio Ave faz bem, a atrair a equipa adversária para um bloco alto, depois jogam uma bola direta para as suas duas referências. Quando não entram nessa profundidade direta, são muito ativos na segunda bola e provocam muito a superioridade sobre linhas defensivas adversárias. Aconteceu isso na primeira parte quase toda. Sabíamos que o jogo deles era este. Perdemos alguns duelos, o que dificultou a primeira parte. Depois, melhorámos, fizemos golo e fomos felizes no segundo. A segunda parte não tem história, é do Sporting, a equipa não relaxou com a superioridade numérica, manteve-se a controlar o jogo, sempre ligados. Era importante não adormecer. Mesmo com menos um, o Rio Ave poderia ser perigoso, porque os homens da frente são muito rápidos e fisicamente fortes. A vitória acaba por ser justa.” Rui Borges também abordou a abordagem tática do Sporting, explicando que “mais do que a condução, facilmente quebrámos a pressão do Rio Ave. Eles faziam pressão a um homem e era facilmente batida. Numa fase inicial estávamos a exagerar no jogo interior, mesmo com homens livres, falhámos passes sem necessidade, a bola podia ter corrido mais sobre os corredores para depois atrair por fora. Insistimos no jogo interior e perdemos bolas, eles em transição são fortíssimos e criaram uma ou outra perigosa. Sabíamos que íamos bater quatro para quatro, tentámos ajustar a meio da primeira parte, o Morita ganhou ali algumas bolas. O Rio Ave esticava a primeira bola. Quando a bola vinha do redes ou de central para central, acionávamos a pressão e os nossos médios não precisavam de estar expostos às referências, porque eles não procuravam médios. Também por termos sofrido golo cedo, a equipa ficou ansiosa, queria pressionar todos e focou-se nas referências. Ao intervalo tentámos ajustar e conseguimos fazer isso, depois ficámos em superioridade numérica e controlámos até ao fim. Era apenas mais coberturas dos médios.”

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