O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aplicou multas a dois clubes da Liga portuguesa, Rio Ave e Benfica, devido a diferentes infrações ocorridas em jogos recentes. As sanções refletem situações que vão desde comportamentos de dirigentes e adeptos até atrasos em partidas.
No caso do Rio Ave, o diretor desportivo Matteo Tognozzi foi multado em 420 euros por ter acedido ao corredor de acesso ao balneário do árbitro após o empate a zero com o Famalicão. Segundo o mapa de castigos, o dirigente “dirigiu algumas palavras não percetíveis”
à equipa de arbitragem e reagiu em “voz alta e a esbracejar”
ao ser alertado de que não podia estar ali, proferindo a frase: “Eu é que mando aqui.”
Além disso, o clube foi multado em 630 euros por permitir o acesso de pessoas não autorizadas àquela zona técnica, somando-se a isso coimas de 386 euros por insultos dos adeptos ao árbitro, 1.122 euros por objetos proibidos no estádio e 1.050 euros pela deflagração de artefactos pirotécnicos. Também o técnico de guarda-redes Spyridon Christopoulos foi suspenso por um jogo e multado em 1.540 euros por protestos de forma agressiva
com um elemento da equipa de arbitragem, proferindo palavras impercetíveis
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Já o Benfica foi sancionado com multas que totalizam 2.540 euros. A maior parte deste valor, 1.910 euros, deve-se à deflagração de engenhos pirotécnicos e uso de engenhos explosivos no jogo fora de casa contra o Gil Vicente. A restante multa, de 540 euros, deveu-se a um atraso de quatro minutos da equipa B benfiquista no início do jogo com o Penafiel, pela Liga 2. Os relatórios de árbitro e delegado da Liga referem que “Apesar de todos os esforços dos delegados da Liga, a 1.ª parte do jogo iniciou-se com quatro minutos de atraso, em virtude da demora da chegada ao relvado por parte da sociedade desportiva visitante, Sport Lisboa e Benfica B, não tendo sido apresentada qualquer justificação para o referido atraso”
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