Após o empate a zero entre Rio Ave e Famalicão, os treinadores das duas equipas, Silaidopoulos e Hugo Oliveira, respetivamente, compareceram nas conferências de imprensa para analisar o desfecho do encontro. As perspetivas foram distintas, com o técnico dos vilacondenses a lamentar a ineficácia, enquanto o homólogo dos famalicenses apontou a falta de definição no último terço como fator crucial.
Silaidopoulos, treinador do Rio Ave, expressou um sentimento de que a sua equipa merecia mais do que o ponto conquistado. “Foi um jogo em que merecemos mais do que um ponto. Começámos muito bem, tivemos oportunidade para marcar, depois houve equilíbrio e nos últimos minutos criámos muitas dificuldades ao Famalicão”
, afirmou o técnico. Ele fez ainda questão de enaltecer o apoio vindo das bancadas, destacando a importância dos adeptos. “É muito importante sentirmos que os adeptos reconhecem o nosso esforço e percebem o jogo. Eles veem a energia que temos, a atitude, o esforço que a equipa coloca nos jogos e acho que os adeptos gostam disso. Desde o primeiro minuto que sentimos o amor dos adeptos. O apoio deles é muito importante para nós, só temos de agradecer, porque nos dão a energia importante para não perdermos”
, realçou. Questionado sobre a satisfação com o empate, Silaidopoulos foi perentório: “Claro que não pensamos no empate, estamos a pensar em ganhar. Em todos os jogos queremos ganhar e contra o Famalicão não conseguimos acertar na baliza. Não é fácil e as minhas últimas palavras no balneário foram que não podemos estar satisfeitos com a performance da equipa porque precisamos de pontos. Eu sou o responsável pela equipa e acredito que vamos dar a volta à situação.”
Do lado do Famalicão, Hugo Oliveira lamentou a falta de eficácia no momento da finalização. “Acho que foi um jogo que me deixa amargurado porque levamos o jogo para onde queríamos. Estes jogos, contra uma equipa boa, criámos situações para definir e nestes jogos temos de definir bem. Se o fizéssemos, o jogo ia abrir e, como não fizemos, o jogo esteve 0-0 e com esse resultado tudo pode acontecer e o adversário no fim acreditou. Temos de definir melhor”
, sublinhou. O treinador abordou ainda a frustração em relação à primeira parte e à incapacidade de marcar. “A primeira parte a frustração que fica foi não termos tido mais bola e nem sempre conseguimos encontrar os caminhos certos. Na segunda parte, isso já não aconteceu, encontrámos os caminhos, tivemos um golo cantado, mas no futebol nem sempre há justiça. É mais um jogo sem sofrer, onde jovens jogadores quiseram ir embora com três pontos, tiveram oportunidade para fazer, mas pelo menos evoluíram mais”
, concluiu Hugo Oliveira, destacando o crescimento da equipa apesar do resultado.