O Portimonense, que assegurou a manutenção na II Liga na 34.ª e última jornada, foi a única equipa a não cumprir o controlo salarial da Liga referente aos meses de março e abril. A notícia foi anunciada pela Liga esta segunda-feira, gerando preocupação sobre a situação financeira do clube algarvio. Esta falha surge num momento delicado para o Portimonense, que encerrou a II Liga na 15.ª posição, somando 40 pontos, a mesma pontuação do Farense, que terá de disputar um play-off para garantir a sua permanência.
O clube de Portimão foi notificado para, num prazo máximo de 15 dias, apresentar a documentação que comprove a inexistência de dívidas. De acordo com a nota oficial divulgada pela Liga, “32 das 33 sociedades desportivas dos dois escalões profissionais — três dos quais com equipas B — cumpriram a obrigação de demonstrar a inexistência de dívidas salariais referentes aos meses de março e abril”
. Este cenário não é inédito para o Portimonense, que já havia enfrentado situações semelhantes em controlos anteriores.
Em setembro, o clube já não tinha submetido inicialmente toda a documentação necessária referente a maio, junho, julho e agosto, uma situação que foi resolvida dentro do prazo adicional concedido pela Liga. A mesma situação repetiu-se em relação aos meses de outubro, novembro e dezembro, com a regularização confirmada apenas a 6 de janeiro. Esta reincidência levanta questões sobre a gestão financeira do Portimonense e a sua capacidade de cumprir as obrigações salariais de forma consistente.