Leiria enfrenta desafios após depressão Kristin

  1. Depressão Kristin causou 18 mortes
  2. Estádio Dr. Magalhães Pessoa danificado
  3. Quatro milhões de euros para reparo
  4. Jogo entre Leiria e Portimonense na Amadora

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, anunciou os impactos severos da depressão Kristin na infraestrutura desportiva da cidade. Segundo Lopes, “é para nós um grande desafio termos a seleção nacional no dia 10 de junho e, para isso, temos de fazer uma obra ainda significativa no estádio, que está orçada em quatro milhões de euros.” Esta declaração sublinha a urgência de recuperar o Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, severamente danificado pelos fortes ventos e chuvas.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) também se pronunciou sobre a situação do futebol na região. Com a necessidade de alterações no calendário desportivo, a LPFP autorizou que o jogo entre União de Leiria e Portimonense fosse realizado no Estádio José Gomes, na Amadora, devido ao estado calamitoso do estádio leiriense.

Compromisso do Município

O autarca de Leiria reafirmou o compromisso do município de restaurar as condições ideais para a prática desportiva, apesar de reconhecer que estas não serão as ideais. “Vamos ter as condições, que não serão as ideais, mas serão as capazes, para receber o expoente máximo do desporto em Leiria,” afirmou Lopes. Adicionalmente, o presidente da FPF, Pedro Proença, mencionou que a liga irá permitir que a União de Leiria jogue suas competições profissionais nas instalações da Cidade do Futebol, concelho de Oeiras, como parte dos esforços para mitigar os efeitos da tragédia.

Impacto da Depressão Kristin

A depressão Kristin não causou apenas danos estruturais, mas teve um impacto humano significativo, com dezoito mortes reportadas e muitas pessoas feridas ou desalojadas. O impacto se estendeu a mais de 500 instalações desportivas na região, levantando preocupações sobre o futuro do desporto local. O presidente da AFL, Carlos Mota Carvalho, disse que o impacto do mau tempo para o futebol distrital foi “um momento bastante triste,” destacando a importância dos clubes como um pilar de coesão nas pequenas comunidades.