João Gião, de 39 anos, é o mais recente treinador do Nacional, conforme anunciado esta terça-feira pelo presidente Rui Alves. O técnico assinou um contrato válido por uma temporada, um vínculo que, segundo explicou o dirigente em entrevista à RTP Madeira, está alinhado com o seu último ano de mandato na liderança do clube insular. A chegada de Gião à Madeira surge após uma época em que liderou o Sporting B na II Liga 2025/26, terminando a competição no 13.º lugar com 42 pontos. Este será o primeiro desafio de Gião como treinador principal na I Liga, depois de ter ganhado experiência na equipa secundária do Sporting.
O grande objetivo estabelecido para a próxima temporada é claro: a permanência no primeiro escalão do futebol português. O Nacional, que foi comandado nas últimas três épocas por Tiago Margarido, procura agora consolidar a sua posição na I Liga, após ter garantido o regresso em 2023/24. A aposta em João Gião reflete a confiança da direção na sua capacidade para alcançar este desígnio.
Para além da mudança no comando técnico do Nacional, houve também desenvolvimentos no Vitória. Viriato Sampaio, candidato à presidência do clube pela Lista C, revelou que “já temos um pré-acordo com um diretor-desportivo, a anunciar em breve”. Esta iniciativa faz parte do programa de Sampaio, que visa alinhar o futebol do clube “pelo modelo tradicional, com o diretor desportivo”. O candidato destacou que “gostei muito da pessoa em si, da qualidade como pessoa e da qualidade técnica que tem e dos mercados que acompanha. Penso que nos vai aportar muito valor em termos de jogadores identificados nos mercados onde ele trabalha bastante bem”.
Viriato Sampaio adiantou ainda que a pessoa em questão “trabalha muito bem dois mercados”, sendo um deles o brasileiro. Outra das grandes prioridades da Lista C é a recuperação financeira da SAD. “Nós temos uma visão a 10 anos para o clube, que é isto que nós precisamos, é isto que nós acreditamos”, afirmou Sampaio, sublinhando que “a parte financeira é a parte por onde nós vamos ter de começar, porque esse é o pilar. Tudo o que nós possamos fazer em diante é reorganizar a questão financeira e é de facto a mais importante no nosso programa”.
Para tal, a estratégia passa por “reorganizar o passivo, não o aumentando, esticando os prazos, reduzindo os custos financeiros”. O candidato revelou que “já tivemos reuniões com uma instituição financeira internacional que nos aponta esse caminho. Há outros clubes em Portugal que já fizeram isso com sucesso e é esse que nós queremos trilhar”. Reconhecendo que “no decorrer dos nossos mandatos, assumindo que vai ser mais que um, podem acontecer outras situações”, Viriato Sampaio reafirmou que, “neste momento o que nós temos planeado é reorganizar o passivo, diminuir custos e, dentro do possível, dentro dos próximos anos”.
Para a Lista C, o Estádio D. Afonso Henriques será um “ativo estratégico”, apelidado de “Estádio de Afonso Henriques 2.0”. Sampaio explicou que, no modelo de financiamento preconizado e nas reuniões já tidas com a instituição financeira, “parte desse financiamento é para precisamente melhorar o estádio. As condições do estádio”. O objetivo não é apenas a melhoria pela melhoria: “Não é melhorar só por melhorar, é melhorar para aumentar as receitas do estádio. E com isso garantir que conseguimos cumprir o plano financeiro, reduzindo o passivo e aumentando as receitas do estádio”, concluiu Viriato Sampaio, detalhando os planos para o futuro do Vitória.