O treinador do Nacional, Tiago Margarido, sublinhou esta sexta-feira, em conferência de imprensa, a importância de a equipa encarnar o espírito de “vencer o jogo” ante o Vitória. O foco é total no desafio em casa, no jogo da 34.ª e última jornada, agendado para as 18 horas de sábado, e não no que se passa nos outros campos, onde equipas lutam pela permanência na Liga. O ambiente de união e o apoio dos adeptos são vistos como cruciais para o sucesso da equipa madeirense. Margarido fez um apelo emocional à massa associativa, reforçando a ideia de que a união faz a força e que a equipa só depende de si para alcançar o objetivo. “Os adeptos têm perfeita noção de que, se trabalharmos em conjunto, vamos estar mais próximos daquilo que é o grande objetivo da época [permanência]. Como tal, o meu repto é sempre esse, que venham ao jogo e que trabalhemos em conjunto”
, afirmou o técnico.
A preparação para este jogo decisivo está a ser feita com algumas contrariedades. Ulisses Rocha, Ivanildo Fernandes, Lenny Vallier e Miguel Baeza são baixas certas devido a lesões de longa duração. No entanto, há espaço para o regresso de Zé Vitor, que cumpriu castigo na jornada anterior contra o Santa Clara, após expulsão frente ao AVS. Igor Liziero, apesar de ter treinado com algumas limitações, deverá estar apto para ir a jogo, adicionando mais uma opção ao plantel. A mentalidade da equipa está definida: “Sinceramente, não pensamos nisso. O que nos preocupa é vencer o jogo. Vamos entrar em campo para sermos nós a selar as contas da manutenção, não querendo estar preocupados com aquilo que vai acontecer nos outros campos”
, garantiu Tiago Margarido, mostrando a determinação da equipa em ditar o seu próprio destino na liga.
Sobre a competitividade da liga, Tiago Margarido salientou o quão renhida está a luta pela manutenção este ano. Acredita que, a cada temporada, o nível de exigência aumenta, e as equipas estão cada vez mais preparadas. “Este ano, a Liga está ainda mais competitiva que a do ano passado. Sempre disse que isto ia ser até à última e, a verdade, é que está a acontecer. A competitividade é grande e as equipas apetrecharam-se bem”
, concluiu o treinador nacionalista, evidenciando a dificuldade de assegurar a permanência num campeonato tão disputado e equilibrado. A equipa anseia por uma vitória que garanta a manutenção automática, sem depender de terceiros.