Nacional perde com Estoril e Tiago Margarido critica: "Derrota injusta"

  1. Nacional perdeu com Estoril 1-0
  2. Golo de Bacher aos 8 minutos
  3. Tiago Margarido criticou a arbitragem
  4. Estoril manteve sonho europeu

Após a derrota do Nacional frente ao Estoril por 1-0 na 26.ª jornada da Liga, o treinador Tiago Margarido não escondeu o seu desagrado com o desfecho e a forma como o jogo se desenrolou. Em conferência de imprensa, Margarido fez um balanço da partida, destacando a entrada em campo da sua equipa e a ineficácia do Estoril para justificar a vitória.

“Concordo. De facto, a equipa entrou bem, e na primeira aproximação à baliza, o Estoril faz o golo. Depois disso, procurámos manter o mesmo padrão de jogo, um jogo curto e apoiado, só que estava a faltar um passe, uma receção. A equipa estava a perder bolas, o que nos estava a deixar intranquilos. Mesmo assim, penso que o Estoril não justifica a vantagem ao intervalo, porque foi um jogo repartido”, afirmou Margarido. O técnico madeirense prosseguiu, detalhando os ajustes feitos no segundo tempo e as dificuldades enfrentadas devido às constantes interrupções: “Na segunda parte, falámos com os jogadores, procurámos tornar o jogo mais simples, visto que estava a haver essa intranquilidade na circulação mais curta. De forma a simplificarmos o processo, procurámos afundar mais a equipa do Estoril por fora, para fazerem movimentos no corredor lateral para chegar a cruzamento. Conseguimos fazê-lo várias vezes, mas a verdade é que, sempre que havia uma disputa, sempre que havia um lance de duelo, o árbitro marcava falta para o Estoril e o jogador do Estoril ficava mais não sei quanto tempo no chão. Isso fez com que o jogo tivesse quebras sucessivas. Na segunda parte, os jogadores do Estoril utilizaram muito bem a quebra de tempo, o que fez com que nós não conseguíssemos manter uma avalancha ofensiva como pretendíamos.”

Tiago Margarido não poupou nas críticas à forma como o Estoril abordou o jogo, lamentando o que considerou ser uma falta de contributo para o espetáculo futebolístico.

“A verdade é que, por tudo aquilo que se passou, penso que é uma derrota injusta, porque o Estoril não fez muito para ganhar. Aliás, fez pouco para jogar sequer. Penso que o Estoril sai premiado e não premeia o futebol”, declarou. O treinador também abordou a situação do plantel, que tem sido fustigado por lesões: “Sim, é verdade. A lista de lesionados é grande. Temos muitas ausências e hoje a ausência do Liziero foi claramente notada. Principalmente por essas ligações curtas que acabei de referir, o que criou essa tal intranquilidade. A verdade é que temos uma lista de jogadores lesionados muito grande, estamos com poucas opções, estamos inclusive a fazer algumas adaptações. Mesmo assim, procurámos a partir do banco meter tudo aquilo que era possível para a frente. Metemos o Lucas, metemos o Pablo, metemos o Daniel, procurámos refrescar o meio com o André… tentámos de tudo, de forma a meter dentro do campo os jogadores ofensivos para chegar ao golo, mas não conseguimos.”

Apesar da derrota e das adversidades, Margarido mantém o foco nos objetivos do clube. “Obviamente que é impreterível ganhar os jogos de confronto direto. Mas como eu disse desde o primeiro dia, nós olhamos para a classificação quando ela de facto for decisiva. Até então, temos oito jogos pela frente, e isto só interessa como acaba, não é como estamos no momento atual. Temos jogos decisivos, temos finais pela frente com adversários diretos. A verdade é que a classificação atual diz pouco para aquilo que possa ser o desfecho final”, concluiu o treinador, que já na antevisão do jogo contra o Nacional tinha salientado as dificuldades: “a viagem, o estádio numa zona mais alta, o ar diferente, mas a principal razão é pela qualidade da equipa do Nacional. A maior dificuldade vai ser a competitividade, agressividade e energia que esta equipa tem, com uma bola parada com muita qualidade e várias maneiras de se organizar defensivamente. É uma boa equipa”. Na mesma antevisão do jogo, Ian Cathro, técnico do Estoril, pediu respeito pela sua equipa: “Falar num Estoril em crise é absurdo, não faz sentido. É uma falta de respeito pelo que os jogadores estão a fazer. É absurdo pensar que temos a obrigação de fazer três ou quatro golos todas as semanas. É muito negativo procurar identificar o lado não tão bom, em vez de olhar para um grupo de jogadores que tem dado tão bons momentos ao campeonato português. Temos de valorizar a qualidade deste grupo de trabalho”, pediu o treinador. “Estou consciente das áreas em que temos de melhorar, a equipa que temos de construir para a próxima época, mas só quero que o trabalho destes jogadores seja reconhecido. Estamos a falar do Estoril e temos de ter mais equilíbrio a falar das coisas, mesmo sabendo que não somos perfeitos e temos muita coisa para melhorar”, assumiu o técnico que orienta a equipa pela segunda época seguida.

O Estoril, por sua vez, demonstrou eficácia ao vencer o Nacional por 1-0, com um golo madrugador de Bacher aos 8 minutos. A equipa, que se apresentou num 4x4x2 em losango, pressionou os madeirenses e aproveitou a primeira oportunidade para marcar. Apesar das críticas de Margarido sobre a interrupção do jogo e a passividade do Estoril, a crónica indica que os canarinhos controlaram as operações sem grandes riscos defensivos após os 73 minutos, garantindo os três pontos e mantendo o sonho europeu.

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