O primeiro-ministro, Luís Montenegro, destacou a gravidade da situação em Portugal devido ao mau tempo, afirmando que “temos um trabalho que está direcionado a recuperar aquilo que já aconteceu.” A necessidade de uma resposta imediata, bem como de prevenção e reconstrução dos danos causados pelas depressões que têm atingido o país, é uma prioridade. Após uma visita ao Peso da Régua, que se encontra em alerta para cheias, Montenegro declarou que o governo está focado nos municípios mais afetados.
Ele sublinhou: “Nós temos um programa que neste momento é específico dos municípios que tiveram o maior impacto da depressão Kristin e que estão na situação de calamidade, mas evidentemente que não vamos desproteger, nem vamos deixar de acompanhar tudo o resto que é preciso fazer em todo o território nacional.” Além das cheias, o primeiro-ministro apontou para outros prejuízos significativos, como derrocadas e quedas de muros.
Impactos das Cheias e Derrocadas
Montenegro enfatizou que “estão a acontecer um pouco por todo o país, que não se esgota apenas nas cheias e nas inundações.” Referiu também as “situações de saturação de solos, de estragos em estruturas públicas e privadas.” O governo já está a trabalhar para minimizar os danos e garantir o apoio necessário a quem foi afetado.
Dados atualizados mostram que “mais de 1.650 empresas já recorreram às linhas de crédito” destinadas à tesouraria e reconstrução, enquanto cerca de 1.200 famílias solicitaram apoio para a reparação de suas casas. “Cerca de 8.000 pessoas já interagiram com a plataforma nos movimentos preparatórios para consumar essa candidatura,” completou Montenegro, sublinhando a relevância da ajuda governamental neste momento crítico.
Condições Meteorológicas e Riscos
Num comunicado separado, a Proteção Civil referiu que o território nacional enfrenta “um quadro meteorológico complexo de risco” devido à depressão Marta que se desloca para o norte. O comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, alertou para o vento forte e previsões de chuva persistente, afirmando: “mantenha-se o quadro meteorológico de chuva persistente, com vento forte, com rajadas entre os 80 e os 120 km hora.”
Esta situação, segundo Silvestre, “se caracteriza por um elevado risco de inundações.” É essencial que a população esteja alerta e siga as orientações das autoridades para evitar tragédias durante este período crítico.
Medidas do Governo e Estado de Calamidade
Montenegro reiterou o empenho do governo não só na resposta imediata, mas também na reconstrução do país. Ele mencionou que “a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos” têm sido uma constante e que as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O governo prolongou o estado de calamidade até 15 de novembro e anunciou medidas de apoio que podem chegar até 2,5 mil milhões de euros.
A situação dos deslocados também foi abordada, com Silvestre indicando que 1.163 pessoas foram deslocadas devido ao mau tempo. Ele pediu à população que redobre os cuidados e ressaltou: “Manter o elevado risco de inundações no Rio Vouga, Águeda, Mondego, Tejo, Sorraia e Sado.”
Preparação e Vigilância Contínua
Diante deste contexto, Mário Silvestre enfatizou que “o trabalho que devemos fazer neste momento é de acompanhamento e monitorização” enquanto a situação meteorológica continua a evoluir. Ele concluiu: “Entramos numa fase crítica, onde a preparação e a resposta ágil são essenciais,” destacando a urgência em se manter vigilante sobre os eventos climáticos que têm impactado as comunidades em todo o território.