Afonso Assis, jovem médio do Moreirense, está à beira de alcançar uma sequência inédita na sua carreira sénior. Após ter sido substituído no intervalo do último jogo contra o Benfica devido a um cartão amarelo, o jogador de 20 anos procura o terceiro jogo consecutivo na titularidade na partida deste sábado contra o Estrela da Amadora. Caso seja escolhido para o onze inicial, será a primeira vez que Afonso Assis consegue tal feito desde que integrou a equipa principal do Moreirense. Esta possibilidade sublinha a sua crescente importância na equipa, um fator que pode ser decisivo para o Moreirense nas próximas jornadas.
O treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, abordou a complexidade do próximo desafio contra o Estrela da Amadora, que recentemente mudou de treinador. “Confesso que atrapalhou no que à preparação do jogo diz respeito, ainda que haja muito conhecimento do mister Bacci. Não se sabe qual será o sistema, mas em termos de princípio estão bem vincados. Mais do que pensar no problema, já levamos 30 jogos nas pernas e os jogadores têm de ter capacidade para dar resposta aos desafios”, afirmou o técnico. Esta declaração reflete a adaptabilidade que a equipa terá de demonstrar, mesmo com as incertezas táticas impostas pela troca de comando técnico na equipa adversária. Botelho da Costa também salientou que “Temos de estar preparados para vários cenários, mas dificilmente vamos encontrar um cenário com o qual ainda não tenhamos lidado”.
Relativamente às expectativas para o jogo, Vasco Botelho da Costa mantém cautela, especialmente sobre a abordagem tática do adversário. “Honestamente, não sei. Esperamos uma equipa muito organizada, a não querer dar muitos espaços. Acredito que vá ter cautelas para não se desequilibrar”, referiu, mostrando que o Moreirense está ciente das possíveis estratégias do Estrela da Amadora. O treinador também destacou a importância da dimensão competitiva: “Nada se vai conseguir sem o que é mais importante, a dimensão competitiva, algo em que crescemos muito nas últimas duas ou três semanas. Demos um passo em frente nessa vertente, que vai ser sempre a mais importante”. Questionado sobre o impacto das equipas que lutam pela permanência, Botelho da Costa reiterou que “Ainda há muito em jogo para nós, que ainda não fechamos o nosso lugar e queremos ficar o mais acima possível. É nisso que nos focamos”. Ele sublinhou que a equipa não irá “estar a fazer futurologia, concentramos-nos em nós e em um ou dois cenários que podem ser mais prováveis”.
Sobre o lado emocional, o técnico do Moreirense enfatizou a sua relevância, mas com um alerta. “O lado emocional tem muito impacto, mas isso constrói-se ao longo da época. Tem de haver emoção no futebol, mas quando entramos demasiado no capítulo emocional afastamo-nos do racional e precisamos muito da razão para poder cumprir uma estratégia”, explicou. Esta visão realça a necessidade de equilíbrio entre a paixão e a tática. Quanto à situação do jogador Michel, Vasco Botelho da Costa foi direto. “É uma situação entregue à Administração e não me vou pronunciar sobre ela. Tem estado afastado do grupo de trabalho, mas é uma questão entregue à Administração”, concluiu, sem adiantar detalhes sobre o assunto que tem gerado especulação.