Reações dos treinadores à vitória do Arouca sobre o Moreirense

  1. Vasco Botelho da Costa contestou a reação dos adeptos.
  2. Vasco Seabra considerou a vitória um "grito de revolta".
  3. Arouca venceu o Moreirense por 0-1.
  4. Puche foi eleito "Homem do Jogo".

A recente partida no Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas agitou os ânimos de adeptos e treinadores. Enquanto Vasco Botelho da Costa, técnico do Moreirense, manifestou o seu desagrado com a contestação, Vasco Seabra, treinador do Arouca, celebrou uma vitória que considerou ser um “grito de revolta” da sua equipa. A derrota caseira do Moreirense por 0-1 frente ao Arouca deixou Botelho da Costa a analisar um “jogo equilibrado decidido num lance”. O treinador, na sala de imprensa, não escondeu a sua frustração com a reação dos adeptos, questionando as expectativas criadas à volta da equipa de Moreira de Cónegos. “Não sabia que o Moreirense tinha de lutar pela Champions”, afirmou Botelho da Costa, visivelmente incomodado com a pressão externa.

Botelho da Costa fez uma análise detalhada da partida, destacando a procura de ambas as equipas pelo melhor futebol. “Duas equipas a tentar jogar, com aproximações à baliza, algumas perigosas. Não há oportunidades claras, alguns cruzamentos. Foi um jogo equilibrado, na segunda parte entrámos bem, mas depois surge o lance do golo, que acontece. Tentámos, no meio de muitas contrariedades, manter a equipa equilibrada e ir atrás do resultado. Difícil. Não acho, honestamente, que tenha sido jogo para perdermos, mas é o que é. Temos de crescer e continuar o nosso trabalho”, explicou o técnico. Apesar do resultado, o treinador do Moreirense sublinhou a atitude dos seus jogadores. “Aos jogadores não tenho nada a apontar, somos ambiciosos, criámos uma dinâmica de vitória na primeira volta e isso sobe a expetativa, eleva a fasquia. Não gostamos de ver essas reações, não sabia que o Moreirense tinha de lutar pela Champions”, reiterou, mostrando o seu descontentamento com a forma como a equipa e o seu trabalho estão a ser avaliados. Confrontado com a natureza do revés e os desafios no balneário, Botelho da Costa defendeu a união e a capacidade de superação da equipa. “Não é revolta. Não podemos fazer nada para mudar isso, são situações que acontecem, não vamos perder tempo a lamentar, temos de arranjar soluções. Mas, é evidente que o treino sente em competitividade. Temos de olhar como um desafio extra, que temos de nos superar e arranjar formas de ultrapassar. Não podemos pensar que horror, somos uns coitadinhos. Os jogadores sabem o que têm de fazer em várias funções, não há nada a apontar à atitude da equipa, parabéns ao Arouca, o jogo foi decidido num lance”, concluiu.

Do lado do Arouca, Vasco Seabra surgiu na sala de imprensa com um semblante bem diferente. O técnico expressou a sua satisfação com o desempenho dos seus jogadores e a proatividade demonstrada. “Muito satisfeito com a minha equipa, com a atitude e com a proatividade. Fomos a equipa que entrou em campo com mais proatividade para ganhar. A primeira parte teve domínio nosso, mais posse de bola, mais remates e mais oportunidades. Tivemos oportunidades muito claras para marcar, frente a um adversário muito difícil, muito bem treinado, uma equipa difícil de bater e desmontar. Tivemos paciência para conseguir sair da pressão e criar algumas situações. As situações do Moreirense são algumas perdas nossas, mérito pela forma como pressionam. Essencialmente foi o grito de revolta destes últimos três jogos em que sentimos que não merecíamos perder qualquer um deles, a equipa sentiu que o que fez não teve retorno, é um triunfo importante para a equipa sentir que o que faz é recompensado com vitórias”, analisou Seabra. O treinador arouquense também apontou para a evolução da equipa em campo. “Melhorámos bastante a nossa ligação de primeira fase para segunda fase, os adversários têm tido dificuldades a pressionar. A última linha é a mais difícil de bater, temos bastantes golos marcados, mas também muitos sofridos, o que criou sensação de fragilidade: a equipa sente que, se perdermos bola, estamos expostos e perto de sofrer, que era o que acontecia. A equipa está com mais personalidade”, destacou. Por fim, Seabra elogiou o contributo de Puche, jogador que se destacou na partida. “O Puche é um miúdo fantástico. Chegou ao balneário com o prémio de homem do jogo e os colegas festejaram com ele. Nem sempre é titular, mas a forma como se dispõe a ajudar a equipa é fantástica. Quer competir numa posição só, porque sabe o que tem de fazer, mas muitas vezes a equipa precisa dele noutras posições. É a época com mais jogos e minutos, mesmo não sendo tão regular como desejaria, ficamos satisfeitos por ele”, revelou.

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