O futebol português vive um momento de glória nas competições europeias, com Sporting, Sp. Braga e FC Porto a deixarem a sua marca. As vitórias e consequentes apuramentos destes clubes permitiram a Portugal não só ter uma jornada perfeita, como bater o recorde de pontos somados pelo país numa temporada, alcançando 18.900 pontos, superando o registo máximo de 18.800 pontos da época 2010/11. Vasco Botelho da Costa, técnico do Moreirense, congratulou-se com este sucesso: “Acima de tudo vejo com enorme satisfação. Nós, muitas vezes, somos os primeiros a criticar aquilo que é nacional, criticar os clubes e os treinadores, e a verdade é que este ano fica mais do que demonstrado que há muita qualidade em Portugal, que há bons projetos, que o campeonato tem competitividade porque se os jogos destas equipas que acabam por jogar na Europa, semanalmente, não forem competitivos internamente, as equipas vão ter menos estímulos de alta competitividade para depois poderem dar resposta na Europa. Este sinal é um sinal de crescimento. Obviamente, que não está tudo feito, não está tudo bem feito, mas, como interveniente deste contexto, como é óbvio, não posso deixar de olhar com enorme orgulho e satisfação, porque no fundo é o futebol do qual todos nós fazemos parte e, sem sombra de dúvidas, estamos todos de parabéns”, afirmou Vasco Botelho da Costa.
Este desempenho notável tem implicações diretas no Ranking UEFA, onde Portugal alcançou a melhor pontuação de sempre. A eliminação do Genk, o último representante belga nas provas europeias, garantiu a Portugal uma posição mais confortável na defesa do sexto lugar, que será crucial para a próxima época. O treinador do Moreirense também realçou a importância do trabalho que está a ser feito no seu clube, olhando para a sustentabilidade como pilar fundamental: “Este é um projeto a médio prazo em que temos como principal objetivo conseguir consolidar ao máximo o Moreirense como um clube de metade de cima da Primeira Liga e, ao mesmo tempo, potenciar ao máximo e desenvolver jovens talentos, muitos deles, esperemos nós, formados na Academia que está a ser desenvolvida em Moreira de Cónegos. Tudo isso leva o seu tempo, estamos a falar de um projeto ambicioso, mas um projeto que considero estar a ser bastante sustentado e com passos seguros, e do qual tenho muito orgulho de fazer parte”, sublinhou.
Apesar do sucesso europeu, o foco retorna agora às competições domésticas. Botelho da Costa já prepara o próximo desafio, o confronto contra o Arouca, uma equipa que, segundo ele, requer máxima atenção. O técnico enfatizou a qualidade do adversário: “O Vasco, acima de tudo, é um bom amigo. É um grande treinador. Face àquilo que apresenta no seu processo, o Arouca seguramente está uns lugares abaixo daquilo que seria de esperar. Estamos a falar de uma equipa recheada de muita qualidade individual e, na minha opinião, com um bom treinador que procura ao máximo jogar o jogo pelo jogo. Uma das equipas mais fortes do campeonato a nível da construção e, portanto, seguramente uma equipa difícil de pressionar, que é algo que nós gostamos, tentar roubar a bola rapidamente aos nossos adversários. Vai-nos obrigar a muita concentração e muitas cautelas naquilo que é o momento defensivo do jogo, mas, depois também acreditamos que se conseguirmos efetivamente roubar a bola à equipa do Arouca, podemos pôr em prática aquilo que sabemos fazer e vamos estar mais perto da vitória, que é aquilo que ambicionamos”, referiu Botelho da Costa. O técnico também abordou a fase atual do Moreirense no campeonato: “Tínhamos um objetivo muito claro que era atingir os 35 pontos o mais rapidamente possível para garantir a manutenção num ano que é de mudança, uma realidade completamente diferente que o Moreirense vive hoje. Com toda essa possível turbulência a nível de alterações, conseguir atingir o objetivo a dez jogos do fim, como nós atingimos, acaba por ser fantástico. No entanto, estamos sempre a olhar para cima. Não estamos a conseguir ganhar tantas vezes como na primeira volta, mas isso também é fruto da fasquia elevada que colocámos”, concluiu.