Em Rio Maior, o Casa Pia e o Moreirense empataram a uma bola (1-1) na 24.ª jornada da I Liga. Os treinadores Vasco Botelho da Costa, do Moreirense, e Álvaro Pacheco, do Casa Pia, analisaram o desfecho da partida e o desempenho das suas equipas após o apito final.
O Moreirense subiu à sétima posição da tabela, com 34 pontos, ultrapassando o Estoril Praia, que é agora oitavo classificado, com 33. O Casa Pia é 13.º, com 23 pontos. O Moreirense, que ainda sonha com a Europa, e o Casa Pia, que luta pela manutenção, continuam, assim, a sua caminhada no campeonato.
Análise de Vasco Botelho da Costa (Moreirense)
Vasco Botelho da Costa começou por agradecer o apoio dos adeptos, realçando que “em primeiro, queria agradecer o apoio aos nossos adeptos, a um domingo, uma viagem longe, vão chegar tarde a casa, amanhã trabalham… Têm estado sempre connosco.” Sobre o jogo, o treinador do Moreirense considerou que havia espaço para mais, mas foi realista em relação aos erros cometidos. “Foi um jogo equilibrado: acho que, se olhar de forma fria, fomos melhores. Controlámos praticamente todos os momentos, mas a espaços. Concedemos oportunidades perigosas à equipa do Casa Pia e, quando assim é, não consigo dizer que merecíamos mais porque a verdade é que estamos a ser muito penalizados por este tipo de situações.”
Questionado sobre se os erros podem justificar a possibilidade de uma vaga europeia não ser alcançada, Botelho da Costa afirmou: “Como é óbvio, este tipo de situações, com impacto direto nos resultados, têm importância. Mas nós somos o Moreirense: é normal que os jogadores tenham de crescer, de trabalhar e sabíamos que poderia acontecer. Em determinados momentos, custa quando são erros repetidos. O nosso principal objetivo é atingir os 35 pontos: temos 34, ainda não foi hoje, mas vamos com a máxima ambição no próximo jogo na nossa casa.” O treinador detalhou ainda que “Sempre que estivemos calmos, tranquilos, a cumprir o plano de jogo, conseguimos controlar praticamente tudo o que estava a acontecer. A equipa do Casa Pia está muito compacta, é agressiva, tem dimensão física grande e não é fácil aproveitar espaços para ser verdadeiramente criador.” Concluindo sobre os erros, “Não consigo dizer que merecíamos mais quando cometemos estes erros: uma abordagem errada ao lançamento, não era a que estava trabalhada… Uma situação de três para cinco sofremos golo e torna-se complicado. No global, fazemos as coisas bem feitas, conseguimos jogar de forma despreocupada, a impor o que sabemos fazer, mas temos momentos em que facilitamos.”
Análise de Álvaro Pacheco (Casa Pia)
Já Álvaro Pacheco, treinador do Casa Pia, mostrou-se “um bocado tristes, mas realistas” em relação ao ponto conquistado. “Acho que fizemos uma primeira parte muito boa: entrámos bem, agressivos, a levar o jogo para onde pretendíamos. Se tivéssemos marcado o penálti, a história seria outra. Ainda assim, marcámos na primeira parte e, nos últimos minutos, tivemos oportunidade para o 2-0.” Reconhecendo a qualidade do adversário, Pacheco referiu: “Sabemos que jogámos contra um adversário forte. O Vasco está a fazer um trabalho excelente. Nós estamos a crescer e, na segunda parte, faltou-nos clarividência no sentido de nos sentirmos mais tranquilos com bola. Não entrámos muito bem, o Moreirense empatou, mas, mesmo nesse período menos bom da nossa parte, não criaram grandes chances.”
Em relação à luta pela manutenção e à necessidade de clarividência da equipa, o técnico do Casa Pia disse: “Sim, mas nós temos de perceber que temos de crescer. E, às vezes, essa clarividência também tem muito a ver com o estado emocional do jogador no momento. Não tenho dúvidas de para onde estamos a caminhar, o que estamos a construir e que tipo de jogo vamos praticar. Mas temos de ser inteligentes para perceber os timings e ajustar isso.” E mostrou-se otimista: “Estou muito feliz pela forma como a equipa está a crescer. É continuar a perceber o que temos de melhorar e trabalhar calmamente.” O treinador também mencionou que, “Depois, empurrámos o Moreirense para trás, até aos 80 minutos, o jogo ficou partido e aí criaram-nos algumas situações de perigo.” Finalizou a sua análise destacando o ponto conquistado: “Ficámos tristes por não termos conseguido os três pontos, mas temos de valorizar este ponto. Desde que estamos cá, só não pontuámos em dois jogos e estamos a crescer.”