Botelho da Costa analisa derrota do Moreirense contra Gil Vicente

  1. Moreirense perdeu contra Gil Vicente
  2. Partida terminou 1-2
  3. Expulsão alterou o jogo
  4. Adeptos orgulhosos do esforço

Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense, não hesitou em destacar o impacto da expulsão que levou a sua equipa a uma posição desfavorável na recente partida contra o Gil Vicente, que terminou com uma derrota de 1-2. O técnico, que também foi expulso, declarou: “Foram dois jogos dentro de um só: um até à expulsão e outro depois”. Este comentário revela a importância de momentos cruciais na dinâmica de um jogo, mudando drasticamente a abordagem e a estratégia da equipa.

Descrevendo o cenário do jogo antes da expulsão, Botelho da Costa afirmou que o embate foi inicialmente “fechado, tático, sem espaço”. A sua equipa conseguiu resistir à pressão inicial do Gil Vicente, mas a expulsão obrigou-os a ajustar a sua estratégia. Ele exclamou: “Com a expulsão o jogo muda, tivemos de ajustar, e tivemos uma grande postura, com bola”. Infelizmente, à medida que a partida avançava, ele reconheceu que a equipa perdeu a capacidade de segurar o empate, faltando-lhes, segundo ele, “um bocadinho de pilhas para segurar o empate, ou procurar a vitória”.

Análise do Jogo

Botelho da Costa teve uma análise crítica sobre a pressão do Gil Vicente, salientando que a ofensiva adversária se resumiu a cruzamentos: “O Gil massacrou muito nos cruzamentos ao segundo poste, mas foi só isso. Mesmo na segunda parte não houve um massacre”. Apesar do esforço demonstrado pela sua equipa, ele considerou que a falta de sorte nas finalizações e as condições do jogo resultaram na derrota. “Houve mais aproximações, algum perigo, duas ou três oportunidades claras, mas acaba por ser inglório para o nosso esforço”, lamentou.

Reconhecendo a frustração, Botelho da Costa sublinhou o orgulho que os adeptos sentem pelo trabalho realizado, mesmo em tempos difíceis. Ele disse: “Independentemente do resultado os adeptos estão orgulhosos com o que fizemos”. Essa conexão entre a equipa e os apoiantes é vital em momentos de adversidade, proporcionando a força necessária para enfrentar os desafios.

Reflexões sobre a Arbitragem

Sobre a sua própria expulsão, o treinador optou por não criticar a arbitragem. Ele afirmou serenamente: “Não sou ninguém para comentar o que os árbitros fazem, acredito que vêm para aqui dar o melhor deles. Não entra nas minhas preocupações”. Botelho da Costa assumiu a responsabilidade pela sua expulsão, acrescentando: “Em relação à expulsão, vivemos muito o jogo, não fui mal-educado, não insultei ninguém, sou um bocado chato às vezes, tenho de aceitar [a expulsão]”.

Apesar dos resultados negativos, ele mantém uma atitude positiva e motivadora. “O desafio nesta fase, em que os resultados não são positivos, é usar como motivação”, explicou. Ele acredita que é essencial cultivar o inconformismo e a resiliência: “Os triunfos dão motivação, tem que haver o oposto, inconformismo e resiliência”.

Olhar para o Futuro

Botelho da Costa reconheceu que as exibições não corresponderam necessariamente a resultados práticos, afirmando: “Não considero que as exibições tenham mexido drasticamente para que os resultados sejam mais negativos”. Contudo, ele continua determinado em trabalhar e fazer a equipa crescer, apesar dos desafios que encontram pelo caminho. Este compromisso reflete a sua dedicação ao clube e a esperança de dias melhores.

Com uma perspectiva motivadora, o treinador revela a importância de aprender com cada jogo, destacando que cada experiência pode ser uma oportunidade para melhorar. A ligação com os adeptos e a vontade de superar dificuldades são pilares fundamentais na sua filosofia de trabalho.