Mundial 2026: Portugal sonha com a glória e o possível adeus de Ronaldo

  1. Dalot: "seria bonito ele terminar a carreira com Mundial"
  2. Michael Bruno prevê Portugal campeão mundial 2026
  3. Joachim Klement: Portugal finalista vencido
  4. António Simões inspira a seleção atual

O Mundial de 2026 aproxima-se e, com ele, a esperança de Portugal em alcançar a glória, um cenário que poderá coincidir com o ponto final na notável carreira de Cristiano Ronaldo. Diogo Dalot, em entrevista à CazéTV, sublinhou a importância de um possível título mundial para o capitão da seleção lusa: “Eu acho que não é só uma união portuguesa, eu acho que é uma união também mundial, do futebol. Por tudo aquilo que o Cristiano fez, não só por Portugal, mas também para o futebol em si, seria bonito ele terminar a carreira de futebol com um Mundial no currículo”. Contudo, o lateral do Manchester United ressalvou que, independentemente do desfecho, o estatuto de Ronaldo como um dos maiores da história está assegurado. “Se me perguntares: ele precisa de um Mundial para ser considerado um dos melhores de todos os tempos? Não, mas eu acho que traria mais beleza à sua carreira e poderia ser obviamente um troféu bonito para ele ter, sem dúvida alguma. Desejo que isso aconteça, porque para além de querer, como fã dele e como fã de futebol, que ele ganhe, obviamente também saberia que para o meu país seria um troféu importante. Fazer parte disso seria espetacular”, defendeu Dalot, espelhando o sentimento de muitos portugueses e adeptos do futebol mundial.

As previsões para o desempenho de Portugal no Mundial 2026 são variadas e algumas até otimistas. O “Vidente das Copas”, o brasileiro Michael Bruno, que acertou nos vencedores dos Mundiais de 2010, 2014 e 2018, aponta Portugal como o próximo campeão mundial. “Desde 2022 que já anuncio a próxima seleção campeã. Desde então, tenho afirmado que Portugal será o campeão do mundo”, referiu, citado pelo GloboEsporte. Bruno, que já em 2022 havia projetado este cenário, destacou o potencial da equipa: “Terá uma equipa jovem, entrosada e mais competitiva em 2026. Até lá, a economia de Portugal destacar-se-á na Europa, atrelada às políticas públicas do governo português. Eles vão estar empenhados em mostrar o potencial de Portugal ao mundo, elevando o futebol à máxima potência e transformando-se numa referência para as próximas gerações”. Outra análise, a do economista alemão Joachim Klement, que igualmente acertou nos três últimos campeões mundiais, prevê Portugal como finalista vencido, num embate contra os Países Baixos. O seu modelo antecipa um percurso desafiador para a equipa das quinas, com um confronto nos quartos de final contra a Argentina – um “derradeiro duelo entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi”. Segundo Klement, “Os quartos de final entre Argentina e Portugal colocam frente a frente a campeã em título (e a última seleção sul-americana ainda em prova) - que continua a depender bastante de uma estrela em final de carreira - e uma equipa que nunca venceu um Mundial e que também continua muito dependente de uma estrela veterana. Mas, ao contrário da Argentina, Portugal tem muito mais profundidade e qualidade no plantel e, desde que Ronaldo não atrapalhe, deverá vencer este jogo no prolongamento”. A meia-final, no cenário de Klement, seria contra a Inglaterra: “Neste caso, o meu modelo prevê uma vitória tangencial de Portugal, num jogo duro, pouco atrativo e com poucos golos, já que ambas as equipas deverão entrar em campo mais preocupadas em não sofrer do que em arriscar nesta fase tão importante da competição”.

António Simões, uma das lendas dos “Magriços” de 1966, apelou à seleção atual para que se inspirem no passado e procurem superá-lo. Na inauguração da exposição “Portugal no topo do Mundo”, o antigo jogador dirigiu-se ao selecionador Roberto Martínez e aos jogadores: “Olho para o nosso selecionador nacional e tenho de lhe dizer que, junto dos nossos jogadores, se inspirem neste marco de 1966 com o objetivo de fazerem melhor”. Simões frisou que os jogadores “não precisam de mais dinheiro”, mas sim de “perceber” o valor de servir o país: “Saber jogar, sabem todos. O que falta é servir Portugal”. Elogiando a ambição do povo português, Simões reforçou: “Acho que o selecionador foi realista e teve bom senso quando disse que Portugal não é favorito, mas candidato. Como é que se pode ser favorito sem ser primeiro candidato? Acho que o povo português tem a legitimidade de pedir a esta 'gente' que esteja dentro dos favoritos”. Roberto Martínez reconheceu a inspiração: “Agradeço as palavras inspiradoras de António Simões, assim como é inspiradora a geração de 1966 que brilhou no Mundial”. A seleção portuguesa iniciará a preparação para o Mundial 2026 com um estágio a 1 de junho, seguido de jogos de preparação contra o Chile e a Nigéria, antes de viajar para Miami para o torneio, onde enfrentará RD Congo, Uzbequistão e Colômbia na fase de grupos. O guarda-redes colombiano David Ospina já anteviu o desafio contra Portugal, destacando a importância da “intensidade e velocidade” para o sucesso da sua equipa.

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