O Vitória de Guimarães encontra-se numa fase de indefinição, com o planeamento da temporada 2026/2027 em stand by
devido às eleições presidenciais agendadas para 13 de junho. Quatro candidatos – Belmiro Pinto dos Santos, Júlio Vieira de Castro, Rui Rodrigues e Viriato Sampaio – apresentaram as suas listas, todas com mais de 300 assinaturas necessárias para a candidatura. Estas eleições foram desencadeadas pela demissão de António Miguel Cardoso e prometem ser as mais concorridas da história do clube, superando os escrutínios de 2007, 2019 e 2022, que contaram com três listas cada.
A paralisação na construção do plantel e a escolha do novo técnico são as principais consequências deste impasse eleitoral. Gil Lameiras, atual ocupante do cargo interino, tem contrato, mas o seu desempenho recente sugere que não será o escolhido pela futura direção. Nos nove encontros em que liderou a equipa principal, o treinador obteve apenas três vitórias (Rio Ave, Gil Vicente e Tondela), um empate (Aves SAD) e cinco derrotas (Famalicão, Benfica, Sporting, Casa Pia e Nacional da Madeira). Este registo ficou aquém do esperado, impedindo o clube de garantir um lugar nas competições europeias.
Enquanto o ato eleitoral não se concretiza, a gestão corrente do clube continua a cargo de António Miguel Cardoso. A indefinição sobre a liderança e o corpo técnico tem impacto direto na preparação para a próxima época, que se esperava ser de afirmação nas competições europeias. A expectativa é que, após a eleição do novo presidente, o processo de construção do plantel e da equipa técnica seja acelerado para garantir uma época competitiva.