A direção do Boavista Futebol Clube anunciou um acordo com a empresa espanhola Sacyr, principal credora no processo de insolvência do clube, com o objetivo de adquirir o crédito detido pela multinacional. Este entendimento é considerado crucial para a recuperação financeira do clube e para evitar o leilão do Estádio do Bessa, que era uma ameaça iminente ao património dos axadrezados.
O acordo, alcançado “no âmbito do processo de recuperação do clube”
, prevê a compra do crédito da Sacyr. Esta operação, realizada em colaboração com parceiros estratégicos, visa a viabilização e a recuperação do Boavista, conforme comunicado oficial da direção. Na sequência deste desenvolvimento, o clube já informou o tribunal competente e solicitou a anulação do leilão do património. Adicionalmente, foi pedida a convocação de uma assembleia de credores para que possam apreciar e votar um plano de recuperação.
A notícia surge após um período de grande incerteza para o Boavista. Recentemente, o Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia rejeitou um pedido de impugnação da venda do património imobiliário do clube. Embora essa decisão mantivesse o leilão, fontes próximas ao clube indicaram que a mesma impunha alterações no decurso do processo, que estava sob a intermediação da Leilosoc. O leilão do Estádio do Bessa e do seu complexo desportivo, com um valor base de 37,9 milhões de euros, insere-se no processo de insolvência do clube. A liquidação do Boavista tinha sido aprovada em setembro de 2025 devido a dívidas superiores a 150 milhões de euros. Paralelamente, o tribunal decretou a liquidação da SAD a partir de 31 de maio, embora esta decisão possa ser revertida caso surjam novos investidores antes dessa data. O acordo com a Sacyr representa, assim, uma viragem significativa na luta do Boavista pela sua sobrevivência, oferecendo uma nova esperança para a estabilidade futura do clube.