LPFP: Bebidas de Baixo Teor Alcoólico nos Estádios Portugueses

  1. Reinaldo Teixeira sublinha empenho da LPFP.
  2. A lei permite exceções à proibição.
  3. Vitória SC defendeu a causa no ano passado.
  4. Reinaldo Teixeira reforça bom senso na questão.

O cenário do futebol profissional português poderá estar prestes a mudar significativamente com a iminente introdução experimental do consumo de bebidas de baixo teor alcoólico nos estádios. Esta medida, há muito debatida, visa alinhar Portugal com as práticas de outras grandes ligas europeias e mundiais, procurando melhorar a experiência dos adeptos e, eventualmente, gerar novas receitas para os clubes.

Reinaldo Teixeira, presidente da Liga de Clubes (LPFP), sublinhou o empenho da organização nesta iniciativa. “É um trabalho que tem sido feito com as forças de segurança, junto do nosso diretor de segurança e com grande empenho das sociedades desportivas. Estamos muito empenhados em conseguir que isso seja permitido o mais rapidamente possível”, realçou o dirigente após a Assembleia Geral extraordinária da LPFP. A sede do organismo, no Porto, foi palco desta reunião onde, além da discussão sobre as bebidas, foi também aprovada a proposta para o procedimento de comercialização dos direitos audiovisuais das competições profissionais para o mercado doméstico.

A legislação atual, que proíbe a venda destas bebidas nos recintos desportivos desde a década de 1980, permite exceções sob certas condições, como explicou Reinaldo Teixeira: “A lei permite, desde que o regulamento de segurança do estádio tenha essa premissa e [o consumo] seja autorizado pela força de segurança local, que tem autonomia para fechar esse espaço [de vendas de bebidas com baixo teor alcoólico] a qualquer momento. É nosso desejo e trabalho conseguirmos que todas as atividades desportivas tenham cerveja e sidra nos seus espaços. É prática em todas as principais ligas do mundo”. O presidente da LPFP revelou ainda que já se encontra em conversações com o Governo desde a sua chegada à presidência, com vista a ajustar a legislação. “Tudo o que fizermos será sempre em total articulação com a entidade que superintende a área. O trabalho é feito entre a LPFP, a sociedade desportiva [responsável pela organização do jogo] e as forças de segurança locais”, reforçou, sem adiantar quais os jogos que servirão de teste para esta nova abordagem.

A iniciativa não é nova no debate desportivo nacional. No ano passado, o Vitória Sport Clube, da I Liga, foi um dos defensores da causa, propondo que a LPFP e os clubes subscrevessem uma petição pública dirigida à Assembleia da República. O objetivo era a legalização regulada da comercialização de bebidas de baixa percentagem alcoólica nas bancadas dos estádios. Os minhotos, na sua intervenção, invocaram estudos internacionais que, segundo eles, refutam uma relação direta entre o consumo destas bebidas e episódios de violência nos recintos, além de apontarem para as receitas significativas que os clubes perdem em dias de jogo devido a esta proibição. “Não faz muito sentido que eu queira estar num estádio a conviver e não possa tomar uma cerveja ou sidra antes, durante ou no fim do jogo. Depois, alguém que possa gostar de beber mais fá-lo a escassos metros das portas do recinto, e em alguns casos, entra já com um estado menos agradável. Acho que é uma questão de bom senso”, exemplificou Reinaldo Teixeira, realçando a contradição da situação atual.

Admitindo que os adeptos têm demonstrado um comportamento exemplar, o dirigente ambiciona criar um ambiente mais acolhedor nos estádios. Reinaldo Teixeira expressou o desejo de que cada clube consiga “mais uma motivação” para que os adeptos optem por ir ao futebol, em vez de o consumo ficar restrito às imediações dos estádios, onde as condições são menos controladas e é possível ingerir bebidas com maior teor alcoólico. Além desta questão, o presidente da LPFP abordou outro tema relevante: a proposta para prolongar os períodos de inscrição de jogadores nas janelas de transferência de verão e inverno. “A nossa intenção é que se prolongue uma semana, mais dia, menos dia, para que não se criem fragilidades nas sociedades desportivas”, concluiu Reinaldo Teixeira, também mencionando conversações com as sociedades desportivas e o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) sobre a obrigatoriedade de dois dias de descanso entre jogos e a flexibilidade de aplicar ou não a regra das 72 horas, harmonizando com as tendências da UEFA.

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