Conselho Vitoriano e Conselho Fiscal alertam para a situação do Vitória de Guimarães

  1. Conselho Vitoriano apela à responsabilidade após demissão de António Miguel Cardoso.
  2. Dinis Monteiro revela situação financeira deficitária da SAD minhota.
  3. Contas finais só serão divulgadas a 30 de junho de 2026.
  4. Apoio à Direção cessante para maximizar vendas é crucial. urgente.

O Conselho Vitoriano e o presidente do Conselho Fiscal do Vitória de Guimarães emitiram comunicados e alertas sobre a situação financeira e o processo eleitoral do clube. O Conselho Vitoriano apelou “ao sentido de responsabilidade, serenidade e vitorianismo” da direção, sócios e eventuais candidaturas do Vitória Sport Clube, após a demissão de António Miguel Cardoso. “Fomos surpreendidos com a declaração de não recandidatura ao próximo sufrágio”, pode ler-se no comunicado, que aconselha a Direção ao “rigor e transparência nas medidas que tomarem no âmbito da gestão desportiva, financeira e corrente”.

O órgão consultivo exige ainda “às eventuais candidaturas, compromisso e transparência na apresentação de projetos, nomeadamente nas soluções financeiras e desportivas”. Já aos associados, “como pilares e decisores do futuro do Vitória”, aconselha “exigente escrutínio das propostas que serão apresentadas”. O Conselho Vitoriano assegura, por fim, que “irá, nesta altura, de forma muito presente, exercer as funções que os estatutos lhe conferem, assegurando a mais adequada e rápida resolução da sucessão diretiva. Escrutínio a quem sai, escrutínio a quem se propõe entrar, é o que todos devem exigir neste momento difícil”.

Dinis Monteiro, presidente do Conselho Fiscal do Vitória, complementa estas afirmações, revelando a complexa situação financeira da SAD minhota. “Penso que é do conhecimento geral de todos os vitorianos que acompanham minimamente o Vitória de perto que a situação económico-financeira do Vitória é deficitária e sensível já há muitos anos. Nós temos umas contas do final da época passada, portanto, 30 de junho de 2025, em que tínhamos um valor do passivo já muito alto, apesar de haver uma melhoria significativa face ao ano anterior. Contudo, essas contas são baseadas numa época em que houve um alto sucesso desportivo, em que se bateram recordes de pontos, mas também recordes de receitas correntes, assim como recordes de receitas de vendas de atletas. Ora, nesta época, em que não temos as receitas da UEFA e as receitas que houve de venda de jogadores foram bastante diminutas, foram conseguidas ali na janela temporal de agosto, pelo que é mais ou menos fácil fazer as contas e entender ou subentender que há aqui um défice grande de receitas. Se somarmos a isso uma estrutura de custos mais ou menos similar à época anterior, é fácil de entender que temos aqui um défice grande e esse défice faz disparar o passivo”.

Dinis Monteiro alerta ainda para o que está por vir. “As contas finais, obviamente, só serão disponibilizadas mais tarde, quando se fecharem as contas a 30 de junho de 2026. E só aí é que poderá ser aferido qual foi o resultado, qual é o valor do passivo e como é que ele é composto. Mas, se não houver vendas até esse momento, que é isso que a Direção está concentrada neste momento até o final das suas funções, é fácil perceber que a situação será muito delicada. Claro que teremos que esperar, mas estando atentos, esperando que a Direção possa fazer o melhor trabalho possível até sair para que a situação fique o mais controlada possível”. O presidente do Conselho Fiscal lança um apelo aos candidatos: “Eu penso que, por um lado, temos que apoiar a Direção que está cessante no trabalho que ainda tem por fazer, a ver se consegue maximizar as vendas e cumprir os objetivos minimamente a que se propôs, no sentido de poder deixar a SAD e o clube o mais controlado possível para quem venha a seguir. Isso é apoiá-los, é ir falando com eles e, obviamente, estando atentos ao seu trabalho, contribuindo, que é uma função que compete muito ao Conselho Fiscal e aos órgãos sociais que ainda, apesar de estarem em renúncia, estão a acompanhar e irão estar a acompanhar os trabalhos até o fim. Em segundo lugar, eu penso que tem que haver uma responsabilidade muito grande de quem pretende ser candidato, de ter a perfeita noção da dimensão do Vitória, mas também da dimensão da situação económico-financeira do Vitória”.

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