António Miguel Cardoso demite-se da presidência do Vitória SC

  1. António Miguel Cardoso demite-se do Vitória SC
  2. Liderava o clube desde Março de 2022
  3. Decisão após insucesso em atingir objetivos
  4. Vitória SC ocupa a nona posição da I Liga

António Miguel Cardoso anunciou esta terça-feira a demissão da presidência do Vitória SC, clube da I Liga portuguesa de futebol que liderava desde Março de 2022. A decisão, revelada numa conferência de imprensa no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, surge após o insucesso em atingir os objetivos desportivos definidos para a temporada. O dirigente vimaranense já havia indicado que não se recandidataria às próximas eleições do clube minhoto.

“De acordo com aquilo com que me comprometi no início da época, como já são reduzidas as hipóteses de nos apurarmos para as competições europeias, vou entregar ao presidente da Mesa da Assembleia Geral a minha carta de demissão”, afirmou Cardoso. O dirigente, eleito pela primeira vez a 5 de Março de 2022 e reeleito a 1 de Março de 2025 com mais de 89% dos votos, havia deixado claro a 30 de Agosto de 2025, após um empate com o Arouca (1-1), que abandonaria o cargo se a equipa principal não ficasse entre os cinco primeiros lugares. Atualmente, o Vitória ocupa a nona posição da I Liga, com 36 pontos, a 11 do Famalicão, quinto classificado, com apenas cinco jornadas por disputar.

Em resposta a questões dos jornalistas, o dirigente prometeu continuar a trabalhar até à transição diretiva, num contexto de dificuldades financeiras, e rejeitou apoiar qualquer candidatura no próximo ato eleitoral. “Até à passagem de testemunho, garanto que continuaremos a defender os interesses do Vitória e a geri-lo com responsabilidade, com um foco claro no equilíbrio desportivo e financeiro, tendo como objetivo encerrar o exercício com contas equilibradas. A minha paixão e amor pelo clube vão manter-se, de resto, para sempre”, vincou Cardoso. O ex-presidente fez ainda uma retrospetiva dos seus quatro anos na presidência, destacando a melhor pontuação de sempre na I Liga portuguesa (63 pontos na temporada 2023-24), o maior número de vitórias consecutivas do clube em provas da UEFA (nove, na edição 2024-25 da Liga Conferência) e a conquista da Taça da Liga. Cardoso sublinhou também que, sob a sua liderança, se criaram “alicerces para uma aposta contínua na formação”, o que inclui a ascensão de jogadores da equipa B, títulos mundiais e europeus de sub-17 e um recorde de 34 jogadores chamados às seleções nacionais jovens de Portugal nesta época. “Tais alicerces ganharam definição somente nesta reta final da minha presidência, pois antes foi necessário levar a cabo um trabalho de base, a envolver infraestruturas e recursos humanos. A partir de agora, sim, o clube está por fim em condições de recolher importantes frutos dessa aposta na formação, tanto no presente como no futuro”, defendeu Cardoso.

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