António Miguel Cardoso demite-se da presidência do Vitória de Guimarães

  1. António Miguel Cardoso demite-se
  2. A decisão ocorre a 5 jornadas do fim
  3. Justifica a saída com "não cumprimento dos objetivos"
  4. Eleições marcadas para 13 de junho

António Miguel Cardoso anunciou esta terça-feira a demissão do cargo de presidente do Vitória de Guimarães, numa decisão que apanhou alguns de surpresa, mas que o próprio justificou com o não cumprimento dos objetivos desportivos traçados para a presente temporada. A saída do dirigente ocorre a cinco jornadas do fim da liga portuguesa, com a equipa a mais de 10 pontos do quinto lugar, que daria acesso às competições europeias.

Em conferência de imprensa, António Miguel Cardoso confirmou a sua saída e frisou a sua promessa. “De acordo com o que prometi no início da época, e como já são reduzidas as hipóteses de o Vitória SC terminar o campeonato em 5.º lugar, vou entregar ao presidente da Assembleia Geral a minha carta de demissão”, afirmou. O presidente cessante não deixou de fazer um balanço do seu mandato. “No futebol, ninguém conseguiu os resultados que nós conseguimos. A saída tem a ver com os objetivos para esta época. A decisão de sair é pessoal, por motivos pessoais. Alguns sócios podem estar desiludidos, compreendo. Adiantei-me para não criar barulho. Ainda há muito para conquistar do ponto de vista desportivo e financeiro”, adiantou o ex-presidente ao falar sobre o que considera ser uma gestão de sucesso.

Relativamente ao timing da sua decisão, António Miguel Cardoso foi claro. “Surgiu nesta altura porque no início da época disse que apresentava a demissão se não ficássemos em 5º. O timing é este, é o que faz mais sentido até para a próxima época, para as eleições, para proteger os interesses do clube. Sou vitoriano desde que nasci, continuarei a apoiar na bancada”, disse. O dirigente assegurou ainda que não se irá candidatar às próximas eleições, marcadas para 13 de junho. “Se venho aqui dizer que não me recandidato, é ponto assente. A minha ideia não passa por me candidatar. Quando entrei, há quatro anos e meio, sempre fui muito claro. Sempre disse que a minha passagem pelo Vitória seria curta. Conheço-me, sei como funciono, a minha saída estaria sempre para breve. O que sempre me motivou é cumprir objetivos, o Vitória precisa de vender, tínhamos uma equipa muito jovem e achei que fazia sentido dizer que se não ficasse em 5º sairia para proteger o clube, os jogadores, o staff. Acho difícil ficar em 5º, mesmo que fique, a decisão é clara. É normal que venha outra Direção, outros caminhos, eu seguirei o meu. A minha decisão é pessoal”, rematou. Para concluir, António Miguel Cardoso garantiu que manterá o seu apoio ao clube, mas apenas como sócio, não se irá envolver no processo eleitoral. “O meu papel como associado é ser associado e ponto. Não me quero envolver, não me vou envolver. A minha posição será essa. Tenho muito orgulho no que fizemos no Vitória, saio com um sentimento muito forte de tranquilidade e serenidade. Não acertamos sempre, isso é normal, mas fizemos tudo pelo Vitória e os resultados estão aí. Financeiramente temos dois meses em que é preciso recuperar o clube e que certas coisas aconteçam. Estou muito tranquilo, sereno. A partir daí, serei sócio de bancada, nada mais do que isso”, finalizou.

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