Vitória de Guimarães: Contraste de Época e o Desafio Emocional de Gil Lameiras

  1. Vitória de Guimarães na 14.ª posição na segunda volta da Liga.
  2. Gil Lameiras foca-se na estabilidade emocional e defensiva.
  3. Rui Miguel não considera a época do Vitória perdida.
  4. Jorge Jesus ligou a Nuno Assis antes de jogo em 2009.

O Vitória de Guimarães vive um momento de contrastes intensos. Depois de uma primeira volta promissora, que o deixou “colado ao pelotão que luta pelas provas europeias”, a equipa minhota desabou na segunda metade da Liga. Um eventual campeonato da segunda volta colocaria o Vitória na 14.ª posição, com apenas sete pontos em nove jogos, acumulando duas vitórias e um empate.

A chegada de Gil Lameiras ao comando técnico surge num momento delicado. O treinador, que assume a difícil tarefa de reverter a situação, reconhece a importância da componente emocional para o desempenho da equipa. Em declarações, Lameiras afirmou: “Tem a ver com o entendimento do jogo, por vezes há um ou outro momento em que nem sempre compreendem como devem realizar os comportamentos individuais, seja na forma como cada um encara o jogo ou como deve levar o jogo para o caminho que pretendemos. Tem sido esse o nosso foco, pois não faz sentido com a qualidade dos jogadores que temos.” Na antevisão do jogo contra o Benfica, o técnico sublinhou a necessidade de melhorar a estabilidade emocional, que ele acredita estar intrinsecamente ligada à questão defensiva. “A questão emocional vai acabar por melhorar, acredito eu, se a questão defensiva melhorar. No último jogo não entrámos bem e, apesar disso, conseguimos chegar ao golo com mérito e depois, num detalhe, sofremos, quando não esperávamos. Uma equipa como o Vitória não pode ter esta quantidade de golos sofridos e penso que esse equilíbrio defensivo pode trazer também a estabilidade a nível emocional”, explicou. O recente jogo contra o Famalicão, em que o Vitória perdeu por 1-2, demonstrou lapsos na concentração e na pressão. “Comigo, as equipas têm de ser sempre competitivas, mas também pode passar pela questão emocional, pois foi uma semana atípica, com algum cansaço também devido às viagens e à mudança no comando técnico. Houve momentos em que não fomos tão competitivos e depois há o perceber o jogo. Como na fase de pressão, pois se não acertarmos no timing de a fazer, vamos ter de correr muito para trás e isso vai trazer desgaste. Aqui temos de ser sempre competitivos, em todas as equipas e escalões. No último jogo houve situações que nos correram menos bem e depois ficamos com menos fôlego no final”, acrescentou Gil Lameiras, evidenciando o foco na necessidade de manter a intensidade e uma boa gestão do jogo.

Apesar da fase menos positiva, há quem não considere a época do Vitória totalmente perdida. Rui Miguel, ex-jogador do Vitória, salientou em declarações: “Não podemos dizer que este ano foi uma época perdida para o Vitória. Vai haver muitas equipas ou a maioria das equipas vão acabar esta temporada sem conquistar um único troféu. Não é o caso do Vitória, que já tem um título. Por isso, não podemos dizer que foi uma época negativa. Agora, claro que está muito longe de atingir os objetivos a que um clube com a dimensão do Vitória se propõe”. A referência é clara à conquista da Allianz Cup, um feito que, de qualquer forma, não apaga a desilusão da campanha no campeonato. O antigo médio, que fez parte da equipa que eliminou o Benfica da Taça de Portugal em 2009, recordou um episódio curioso envolvendo Jorge Jesus. “Estávamos no autocarro a sair de Guimarães em direção a Braga e o meu lugar era atrás, junto ao Nuno Assis. Nisto, o Nuno vê o telefone: e era o Jorge Jesus a ligar, umas horas antes do jogo. E o Nuno olhou e disse: ‘Eh pá, o que é que ele quer? Está-me a ligar, o que é que se passa?’”, revelou. “O Jorge Jesus queria passar umas indicações ao Nuno e dizer o que é que determinados jogadores do Vitória tinham de fazer. A tática do mister Paulo Sérgio [hoje no Al-Akhdoud da Arábia Saudita] já estava dada, já estava estudada, mas ele quis reforçar”, acrescentou. A história, que Rui Miguel classificou como “caricata, à imagem daquilo que é o mister Jorge Jesus”, demonstra a intensidade da rivalidade e o pormenor que Jorge Jesus dedicava aos seus adversários. Olhando para o futuro e para o difícil confronto com o Benfica, Gil Lameiras mostra-se focado na melhoria interna, minimizando o descontentamento dos adeptos: “Os nossos adeptos dão-nos sempre apoio, quer em casa, quer fora. Nunca trocava jogar em casa. Nunca será o problema, olhando pelo prisma de nos distanciarmos para fugir dos adeptos, não passa por aí. Acredito que vamos ter bastante apoio”, concluiu o treinador.

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