Gil Lameiras foi oficializado como o novo treinador do Vitória de Guimarães e expressou-se sobre a sua chegada ao comando técnico. Assumindo a posição sem qualquer pressão externa em relação aos objetivos de qualificações europeias, garante que o seu trabalho será focado em aplicar as suas ideias e transmitir o seu cunho à equipa.
O técnico de 32 anos admitiu que, devido à curta janela temporal, a preparação inicial foi desafiadora para a equipa, que ainda estava em recuperação de um jogo anterior. “Houve pouco tempo para trabalhar. Houve viagem na segunda-feira [a partir dos Açores, após o jogo com o Santa Clara]. Na terça-feira, os jogadores ainda estavam em recuperação. Não houve tempo para passar a informação que queríamos, mas cada treinador tem o seu cunho. E por mais parecida que a equipa possa ser com o que era, há sempre diferenças”
, afirmou Lameiras. Contudo, elogiou a recetividade do plantel: “Sinto-me bem, normal, com ambição e com muito trabalho a fazer. Os jogadores receberam-nos de forma exemplar, pois perceberam que somos mais uns para ajudar. Agradecer-lhes por essa receção que foi muito boa.”
Questionado sobre as ambições europeias do clube, Gil Lameiras esclareceu que a direção não manifestou essa expectativa. “Não me falaram dessa questão. Falaram de deixar o meu trabalho fluir e de passar as minhas ideias para este grupo. Não me colocaram qualquer tipo de pressão. Simplesmente pediram-me para fazer o trabalho”
, salientou. O treinador destacou a importância de focar na consistência da equipa, que tem demonstrado potencial: “Este grupo já provou que consegue fazer coisas boas e só tem de fazer isso durante mais tempo.”
Sobre o próximo adversário, o Famalicão, Lameiras reconheceu a dificuldade, mas priorizou a mentalidade da sua equipa. “Um adversário que tem ideias muito próprias, mas nós também queremos impor o nosso jogo, em casa, perante os nossos adeptos. Mais do que olhar para o Famalicão, temos de olhar para nós, saber o que temos de fazer. Os jogadores foram impecáveis em tentar perceber as nossas indicações. Saber o que temos de fazer nos vários momentos do jogo”
, disse. O técnico também abordou a questão da ascensão de jogadores da equipa B, que ele próprio liderou com sucesso. “Não têm o caminho mais aberto, pois têm de traçar o seu destino. Chegar à equipa principal não é fácil e têm de trabalhar para isso. Sendo conhecedor do Vitória e dos jogadores da equipa B, há jogadores que estão próximos desse patamar. Não é fácil, porque na minha vida ninguém me deu nada e os jogadores têm de pensar o mesmo”
, concluiu, ressalvando que o desafio de comandar a equipa principal surgiu de forma natural pelo trabalho desenvolvido no clube desde 2015/16.