Vitória de Guimarães e Estrela da Amadora apoiam solidariedade futebolística

  1. Vitória e Estrela partilham solidariedade
  2. Pedro Coelho Lima lamenta decisão
  3. Paulo Lopo critica mudança de posição
  4. União de Leiria contabiliza prejuízos

O Vitória de Guimarães e o Estrela da Amadora decidiram disponibilizar a sua quota-parte do mecanismo de solidariedade da UEFA, num gesto que visa apoiar os clubes da II Liga após a recente rejeição desta proposta na Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP). O diretor-geral da SAD do Vitória, Pedro Coelho Lima, expressou o seu descontentamento com a decisão de alguns clubes, afirmando: “O Vitória lamenta a decisão que foi tomada por alguns clubes. Numa altura em que o país está a sofrer com um conjunto de catástrofes naturais, todo o futebol nacional acaba por estar condicionado desde a sua base. Numa altura em que se discute a centralização e novos formatos competitivos, esperamos que o futebol se una”.

A situação está a gerar ondas de choque no seio do futebol português. O presidente da SAD do Estrela da Amadora, Paulo Lopo, manifestou a sua tristeza pela mudança de posição de vários clubes, referindo: “Hoje é um dia bastante triste para o futebol português, porque tínhamos uma situação aprovada anteriormente e hoje, infelizmente, seis dos nossos colegas mudaram de opinião, sem que nada fizesse prever que isso pudesse acontecer. O nosso futebol sempre foi solidário, mas esse ciclo acabou. Há clubes que falam de barriga cheia”.

Repercussões no Futebol Português

Os efeitos do mau tempo no país foram também abordados por Lopo, destacando a importância da solidariedade: “O que aconteceu é indescritível. Eu terminei a minha intervenção com a palavra vergonha e é efetivamente aquilo que sinto. É uma quebra total no eco solidário com o que o país enfrenta. Quem votou contra, votou contra só porque sim. Estes argumentos são completamente contrários à génese deste mecanismo”.

Enquanto isso, a União de Leiria contabiliza os prejuízos causados pelas adversidades climáticas, refletindo o estado crítico em que se encontra o futebol e a necessidade de uma rede de apoio entre clubes. A incerteza sobre o futuro da solidariedade nesta modalidade continua a pairar sobre a comunidade futebolística portuguesa.

Um Apelo à Solidariedade

A decisão de não apoiar a solidariedade entre clubes pode ter implicações duradouras para o futebol nacional. O ambiente de rivalidade acentuada impede a cooperação necessária para enfrentar crises, como as que o país está a viver atualmente.

Os dirigentes de clubes mais pequenos, como o Estrela da Amadora e o Vitória de Guimarães, fazem um apelo à união e à ajuda mútua, enfatizando que, em tempos difíceis, é essencial que todos trabalhem juntos pelo bem do desporto e da comunidade que o suporta.