Luís Cirilo Carvalho promete "treinador de projeto" e investidor para o Vitória de Guimarães

  1. Luís Cirilo Carvalho pretende contratar «um treinador de projeto» para a equipa da Liga Betclic
  2. Cirilo Carvalho quer que o futuro treinador tenha «influência decisiva» nas escolhas das equipas técnicas das equipas B, sub-19 e sub-17
  3. Luís Cirilo Carvalho promete limitar as transferências de jogadores «decisivos» a «um ou dois» por janela
  4. Luís Cirilo Carvalho está disposto a ceder até 40% do capital social da SAD a um investidor

Um "treinador de projeto" para estabilidade


O candidato da lista A às eleições do Vitória de Guimarães, Luís Cirilo Carvalho, pretende contratar «um treinador de projeto» para a equipa da Liga Betclic e garante ter «um nome em vista» para o cargo. Embora Luís Freire possa ser uma opção, Cirilo Carvalho admite ter outro técnico pensado para o lugar, inspirado no modelo de longa permanência do escocês Alex Ferguson no Manchester United.

«A grande medida é o treinador de projeto. (...) Terá uma administração que saberá protegê-lo se as coisas começarem por correr mal, antes de correrem bem. É preciso encontrar uma pessoa que compreenda o Vitória, disponível para estar cá alguns anos. Não é fácil encontrar um treinador com essas características, mas existe. Tenho um treinador em vista», prometeu o candidato.

Influência nas equipas técnicas


Cirilo Carvalho pretende que o futuro treinador tenha «influência decisiva» nas escolhas das equipas técnicas das equipas B, sub-19 e sub-17. Antes, no entanto, compromete-se a conversar com o atual técnico, Luís Freire, para perceber se tem o perfil desejado.

«Depois de ser eleito, como espero, terei a oportunidade de conversar com o Luís Freire detalhadamente e de perceber se ele é ou não a pessoa com essas características. Se não for, tenho outro treinador em vista. A prioridade será dada ao Luís Freire», acrescentou.

Reforçar a estrutura com um diretor desportivo


O candidato de 65 anos considera ainda «uma necessidade» a contratação de «um diretor desportivo atualizado no futebol nacional e internacional» e dá a entender que o atual detentor do cargo, Rogério Matias, poderá sair se vencer o escrutínio.

Limitar as saídas de jogadores decisivos


Crítico da «instabilidade desportiva» verificada na atual temporada, com três treinadores, Luís Cirilo repudia as sete saídas no 'mercado de inverno', sobretudo a venda de Kaio César, e promete limitar as transferências de jogadores «decisivos» a «um ou dois» por janela.

«Vender um ou dois é aceitável. Mais do que isso não, a não ser que a direção do Vitória venda os dois jogadores e, a seguir, apareça alguém a pagar a cláusula de rescisão de um terceiro. Já não podemos fazer nada. Por decisão, nunca mais do que um ou dois», afirmou.

Objetivo: disputar o 4º lugar com apoio de investidor


O antigo vice-presidente vitoriano diz que não festeja «nem quintos, nem sextos lugares» no campeonato e promete colocar o emblema de Guimarães na luta pelo quarto lugar na próxima temporada, com o apoio de um investidor.

«Na formação do plantel para a próxima época, far-se-á sentir esse efeito positivo do investimento na qualidade do plantel. Teremos condições para, na próxima época, disputar o quarto lugar de forma consistente. Não significa ganhá-lo, mas vamos disputá-lo, coisa que não temos feito de há muitos anos a esta parte», perspetivou.

Luís Cirilo Carvalho está disposto a ceder até 40% do capital social da SAD a um investidor e afirma que há interesse de dois grupos portugueses e de um inglês, ligados a fundos de investimento. Antes disso, admite conversar com o V Sports, que detém 29% das ações do clube.

«Se quiser ser um investidor dentro do quadro que entendemos como necessário, o V Sports terá preferência e seguiremos com eles. Senão o grupo investidor terá de negociar com o V Sports a compra das ações que tem, além de comprar ao Vitória o remanescente», explicou.

O candidato realça que o futuro investidor terá «uma palavra importante na questão dos passes partilhados», no acesso a «jogadores de um patamar superior» ou na escolha do diretor desportivo, numa SAD em que o Vitória terá sempre um mínimo de 51% do capital.