Cardoso quer manter Luís Freire no comando do Vitória de Guimarães

  1. Luís Freire é o treinador da equipa principal desde janeiro de 2025
  2. O Vitória de Guimarães terminou em 5.º lugar na I Liga portuguesa em 2023/24
  3. O Vitória está qualificado para a Liga Conferência pela 3ª época consecutiva
  4. A SAD do Vitória registava um lucro semestral de 2,8 milhões de euros em 31/12/2024

Prestes a concluir o primeiro triénio como presidente do Vitória de Guimarães, António Miguel Cardoso rejeita que as mudanças técnicas sejam inevitáveis no clube. O candidato à liderança dos minhotos para o próximo mandato, entre 2025 e 2028, mostra-se agradado com o "perfil muito positivo" de Luís Freire, o treinador de 39 anos que chegou ao comando da equipa principal em janeiro de 2025.

Confiança no treinador Luís Freire


Gostava muito que fosse o treinador do próximo mandato, seja comigo, seja com outra direção. Tudo vamos fazer para que isso aconteça. Estamos contentes com a forma de liderar, com a forma de dialogar com a direção, com a forma de estar totalmente enquadrada na estrutura que já existia no Vitória, declarou Cardoso.


O candidato da lista B afirma que apenas dois técnicos, Paulo Turra e Daniel Sousa, saíram por não estarem alinhados com a "estrutura forte e organizada" do clube. Para Cardoso, o treinador é a "peça provavelmente mais importante numa equipa de futebol" e é fundamental que este esteja "alinhado com a estratégia do clube".

Objetivos para o próximo mandato


Nos últimos três anos, o Vitória alcançou o recorde de 63 pontos na I Liga portuguesa, terminando em 5.º lugar na época 2023/24, e qualificou-se por três vezes consecutivas para a Liga Conferência. Para o próximo mandato, Cardoso espera que os vimaranenses consigam ir além dos oitavos de final na prova europeia, se classifiquem, pelo menos, em 5.º lugar no campeonato e conquistem a Taça de Portugal.


Queremos continuar a ter qualificações europeias e a ter cada vez melhores campanhas na Europa. Queremos também, na Taça de Portugal, fazer cada vez melhor. Fizemos umas meias-finais no ano passado [2023/24]. Queremos finais, queremos vencer finais, afirmou.

Reestruturação do plantel


Cardoso reconhece que a época em curso, com 10 vitórias e dois empates na Liga Conferência, contribuiu para uma receita bruta recorde de 34 milhões de euros no mercado de inverno, devido a sete saídas e cinco entradas no plantel. No entanto, o candidato garante que não pretende repetir uma operação de reestruturação do plantel durante a temporada.


O ideal é fazer as tais vendas no final da época desportiva. É muito mais fácil, muito mais seguro e traz mais estabilidade. Não aconteceu dessa forma. Aconteceu nesta altura. Tivemos de restruturar e bem, explicou.

Situação financeira da SAD


A situação financeira da SAD do Vitória, presidida por Cardoso, registava em 31 de dezembro de 2024 um lucro semestral de 2,8 milhões de euros, um passivo de 71,7 milhões e um capital próprio negativo de 28,4 milhões (falência técnica). O candidato justifica estes números com a ausência de receitas de direitos televisivos, a amortização do negócio com o FC Porto em 2021 e os juros de empréstimos.


Apesar deste cenário, Cardoso acredita que o Vitória está "a começar a inverter" a sua situação financeira, com "valores bastante positivos" esperados para o final da época 2024/25 e um passivo inferior, algo que poderá facilitar a reestruturação da dívida com a ajuda do fundo V Sports, que detém 29% do capital da SAD.