Numa partida em que o Gil Vicente defrontou o Sporting, Zé Carlos, lateral da equipa de Barcelos, fez um balanço da prestação da sua equipa, descrevendo-a como uma “época extraordinária”. As suas declarações foram proferidas no final do jogo, na zona de entrevistas rápidas da Sport TV. “Este jogo teve duas partes bem diferentes… na segunda mostrámos o nosso futebol. Ficámos tristes pela primeira, mas demos uma boa imagem após o intervalo. Saímos desta época com orgulho”, afirmou Zé Carlos.
As palavras de Zé Carlos refletem o sentimento de superação e a convicção de um trabalho bem feito ao longo da temporada. “Sabemos que não vamos lutar pela Europa todos os anos, mas demos uma boa imagem de um clube com um projeto em crescimento. As bases estão lançadas, não vale a pena ir à Europa este ano e, no próximo, lutar para não descer. Temos de criar bases sólidas. Fizemos uma época extraordinária!”, reiterou o jogador. Esta visão contrasta com alguns lances polémicos que marcaram a partida e que foram analisados por Pedro Henriques.
Entre as decisões mais debatidas, esteve uma potencial expulsão de Dani Figueira, guarda-redes do Gil Vicente, aos 37 minutos. Pedro Henriques elucidou a situação: “Quando um guarda-redes sai da sua própria área e, de forma direta, para impedir que um jogador adversário chegue à bola, a agarra, toca ou interceta com a mão/braço, além da punição técnica (livre direto), pode ser expulso se dessa forma anular uma clara oportunidade de golo. Mas isso é se esse toque na bola for feito de forma direta. Não foi isso que se passou neste lance: o que aconteceu foi que o guardião dos gilistas, Dani Figueira, saiu e chegou primeiro ao esférico, pontapeando o mesmo com o seu pé direito; só que a bola, caprichosamente e de forma inesperada, subiu e, na sua trajetória ascendente, foi bater na mão esquerda. Ora, esse toque na mão resultou de um pontapé na bola contra um adversário, e é por isso que não há qualquer infração.” O árbitro acertou em deixar seguir. Mais tarde, aos 68 minutos, houve uma falta ofensiva clara de Santi sobre Morita que Pedro Henriques considerou que “Esteve bem o árbitro em assinalar essa infração, faltando apenas a mostragem do respetivo cartão amarelo pela entrada muito negligente.” Por fim, Pedro Henriques analisou o tempo de compensação atribuído, salientando que “Quatro minutos teriam sido mais adequados” no final do jogo.