César Peixoto e Zé Carlos fazem um balanço da “época extraordinária” do Gil Vicente

  1. "Fizemos uma época extraordinária!" - Zé Carlos
  2. César Peixoto: "Sou muito feliz no Gil Vicente"
  3. Gil Vicente bateu recordes do clube nesta época
  4. Lutaram até ao final por um lugar na Europa

César Peixoto, treinador do Gil Vicente, e Zé Carlos fizeram um balanço da última jornada da Liga, onde a equipa defrontou o Sporting, e da temporada no geral, caracterizando-a como extraordinária. A análise dos intervenientes revela satisfação com o resultado global, apesar da derrota por 3-0 frente ao Sporting, com os dois a enfatizarem o crescimento e a ambição do clube de Barcelos. As declarações dos dois protagonistas, obtidas após o encontro no Estádio de Alvalade, oferecem uma visão aprofundada sobre os desafios e conquistas da temporada, bem como as perspetivas para o futuro, sublinhando a estratégia de valorização e o trabalho contínuo para a consolidação do projeto.

Zé Carlos, lateral-esquerdo do Gil Vicente, realçou a dualidade do desempenho da equipa na partida contra o Sporting, salientando a capacidade de reação demonstrada nos segundos 45 minutos. “Este jogo teve duas partes bem diferentes… na segunda mostrámos o nosso futebol. Ficámos tristes pela primeira, mas demos uma boa imagem após o intervalo. Saímos desta época com orgulho. Sabemos que não vamos lutar pela Europa todos os anos, mas demos uma boa imagem de um clube com projeto em crescimento. As bases estão lançadas, não vale a pena ir à Europa este ano e, no próximo, lutar para não descer. Temos de criar bases sólidas. Fizemos uma época extraordinária!”, afirmou Zé Carlos em declarações à Sport TV, sublinhando o orgulho em vestir a camisola gilista e a importância de estabelecer fundamentos sólidos para o futuro do clube. A visão de Zé Carlos espelha a ambição de um crescimento sustentado, evitando voos mais altos que possam comprometer a estabilidade do conjunto. A sua perspetiva, focada na construção de uma base sólida para a continuidade do projeto, contrasta com a tentação de um sucesso efémero, reforçando a ideia de que o trabalho a longo prazo é a chave para o progresso do Gil Vicente.

Já César Peixoto, treinador do Gil Vicente, concordou com a análise do jogador, admitindo que a primeira parte foi marcada por um menor atrevimento da sua equipa. “Sim, concordo, foi uma primeira parte com uma equipa receosa, com dificuldades, e o Sporting dominou completamente. O Sporting chega ao intervalo a ganhar por 2-0, e bem. Na segunda parte mudámos o chip em termos mentais, já não tínhamos nada a perder. Podíamos ter complicado a vida ao Sporting. Acho que estivemos melhor do que o Sporting e podíamos ter feito um golo e complicar o jogo. Acho que o terceiro golo no final do jogo acaba por ser injusto para o que fizemos na segunda parte”, explicou o técnico, mostrando que a sua equipa, apesar da derrota, conseguiu reagir e apresentar um futebol mais consistente na segunda metade do encontro. Questionado sobre o seu futuro, o treinador foi direto: “Tenho contrato com o Gil Vicente e não sei nada disso”. Sobre a época, Peixoto acrescentou: “Mudámos 16 jogadores, viemos de baixo e andámos sempre entre os seis primeiros. Acabam por sair o Pablo e o Andrew a meio da época, mas isso faz parte da estratégia do Gil, é um clube que tem de vender. Mudámos muitos jogadores, mas acho que foi uma época fantástica para o Gil Vicente, batemos recordes do clube e lutámos até ao final pela Europa. Nesta ponta final senti a equipa com esse poder de lá chegar. O objetivo principal era a manutenção, depois eram os 45 pontos e fizemos 50. Acho que valorizámos o campeonato português. Muito orgulhosos por tudo o que fizemos. Não temos a obrigação de ganhar todos os jogos, mas temos a obrigação de entrar em todos os jogos para ganhar.” O treinador concluiu ainda com reflexões sobre o seu percurso e o futuro do clube: “Tenho muita paixão. Acho que gosto mais de ser treinador do que jogador. Enquanto jogador fiz muitas asneiras na carreira, como treinador quero ser melhor”. Adicionalmente, César Peixoto fez questão de valorizar o contributo de um dos seus jogadores: “Quer um contrato melhor para ele e para a família. Foi sempre o primeiro a dar tudo dentro de campo, teve um papel muito importante, dentro e fora de campo. Já lhe disse obrigado por tudo, foi sempre uma referência para os colegas e o que lhe desejamos é que tenha a maior sorte do mundo.” O técnico reiterou o seu contentamento no clube, afirmando: “Sou muito feliz no Gil Vicente. Salvámos o Gil na primeira época, melhorámos a equipa, contratámos jogadores e terminei uma época completa. Isso foi muito importante. Estou preparado para tudo e mais alguma coisa. Estamos a construir um projeto aqui no Gil Vicente, o clube está a crescer, vai fazer algumas alterações. Os jogadores valorizaram-se e isso pode ser contraproducente para nós. Precisamos de sangue novo. A liga portuguesa é muito difícil. Ficar de sexto para cima todo o campeonato é muito difícil. De décimo para cima é o mínimo que podemos exigir para a próxima época.” Estas declarações demonstram a sua dedicação ao projeto do Gil Vicente e a sua visão de um futuro em que o clube continue a valorizar-se e a competir em níveis elevados.

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