César Peixoto e o Gil Vicente: Ambição em Alvalade e balanço de uma época ‘‘fantástica‘‘

  1. ‘‘Fizemos uma época fantástica’’, César Peixoto
  2. Gil Vicente nunca baixou do sexto lugar.
  3. Sporting tem ‘‘responsabilidade’’ de vencer
  4. Mohamed Bamba e Tidjany Touré lesionados

César Peixoto, treinador do Gil Vicente, abordou o próximo desafio da sua equipa frente ao Sporting, em Alvalade, na 34.ª e derradeira jornada da Liga. Numa perspetiva de balanço e ambição, Peixoto destacou a ‘‘boa forma de terminar o campeonato e esta grande época que estamos a fazer, perante uma excelente equipa que tem um objetivo também claro para cumprir. Nós também, enquanto matematicamente for possível, e vamos lá para competir. Penso que vai ser um bom jogo, estádio cheio. É uma boa forma de terminarmos esta época, irmos lá perante uma boa equipa, competir, num estádio bonito, com um bom ambiente. Por isso, vamos lá para tentar lutar pelos três pontos, como sempre’’. Sublinhou a felicidade com o percurso da equipa. ‘‘O sentimento é de felicidade. Temos feito uma época fantástica, nunca baixámos do sexto lugar, que é uma coisa fantástica, só uma equipa muito bem preparada o consegue fazer. O objetivo principal era a manutenção. Estipulámos internamente os 45 pontos. Passámos esse objetivo também, por isso queríamos competir, a partir do momento em que sentimos que estivemos aqui com mérito e com qualidade, pela Conference League, embora o Sporting tenha de ganhar a Taça de Portugal. A partir do momento em que o assumimos, conseguimos manter o que eu queria, a lutar por esse objetivo que não era nosso no início. Vamos para a última jornada com esse objetivo ainda patente, ainda que difícil perante uma boa equipa, mas estou feliz pela trajetória e pela forma como a equipa cresceu. Estamos a seis pontos do que fizemos na primeira volta, que foi a primeira volta histórica do clube. Mesmo com a saída de dois jogadores importantes, a equipa continua competitiva’’.

Questionado sobre se considera o Sporting a melhor equipa em Portugal, César Peixoto defendeu os seus jogadores com veemência, revelando a confiança na sua própria formação. ‘‘A melhor equipa para mim é a minha. A que joga melhor futebol para mim é a minha e os meus jogadores vão ser sempre os melhores. Nós já o fizemos aqui em casa, empatámos e podíamos até ter vencido. Por isso, porque não? Vejo dificuldades. Temos de ter alguma sorte nesses jogos também, porque faz parte, mas vamos lá para competir. Nós, perante as dificuldades, temos sempre dado resposta. O Sporting vai estar motivado, porque tem um objetivo muito importante. A responsabilidade é mais do Sporting do que nossa. Nós estamos aqui por mérito próprio, mas o nosso objetivo não era este inicialmente. O Sporting sim. O objetivo era ser campeão e agora no mínimo ir à Liga dos Campeões, ou seja, a responsabilidade é do Sporting. Não vamos lá para meter o autocarro. Vamos muito confiantes para fazer um bom jogo.’ Fernando sobre o boletim clínico, o técnico avançou que ‘‘Por lesão... o [Mohamed] Bamba e o Tidjany [Touré]. Acho que não há mais ninguém’’, garantiu o treinador.

Já na perspetiva para a próxima temporada, César Peixoto mostrou-se otimista e focado no crescimento contínuo do Gil Vicente. ‘‘Sabemos perfeitamente o que é que precisamos. Fizemos um bom trabalho para esta época. O ano passado foi muito mais difícil, criámos praticamente uma equipa nova. Ainda há um jogo para competir, há coisas que estão a ser tratadas e antecipadas para percebermos quais são os alvos para tentar manter o Gil Vicente na metade superior da tabela. A época deu-nos essa tranquilidade, mas com olhos também no futuro.’’ Além das considerações táticas, a coletiva também contou com uma homenagem especial de Rui Borges ao ex-jogador Pizzi. ‘‘É um amigo acima de tudo, que fez uma carreira fantástica, lindíssima, que marcou o futebol português, a nossa seleção. É alguém que marca o meu distrito, é um transmontano, uma pessoa com caráter, com personalidade, com que me identifico muito. Sou muito amigo dele, ele era um miúdo, eu era mais maduro, mas ficámos sempre amigos, existiu sempre muito respeito. Mesmo quando estava no top, manteve-se sempre a mesma pessoa para toda a gente, para todos os seus amigos, para com as suas gentes também, e isso tem a ver comigo também. Por isso é que se calhar somos amigos até hoje. Desejar um futuro tão risonho quanto o seu passado para aquilo que ele quiser. Um abração grande para ele’’ expressou Rui Borges, refletindo sobre a importância das relações pessoais no futebol.

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