Na jornada 33 da Liga Portugal, Gil Vicente e Arouca preparam-se para um embate que, embora com diferentes motivações, promete ser intenso. César Peixoto, treinador do Gil Vicente, quer a sua equipa a mostrar a consistência
habitual no último jogo em casa. “Foi uma premissa que tivemos desde o início. Sabíamos que, para fazermos um bom campeonato, era importante sermos consistentes e tornarmos a nossa casa numa fortaleza e foi isso que aconteceu. Conseguimos que viessem cada vez mais adeptos e queremos que venham outra vez, apesar de ser uma segunda-feira à noite”, referiu o técnico, que também lamentou o facto de ser mais um jogo à segunda-feira. “Um domingo à tarde seria melhor para os adeptos, claro. Vamos para o oitavo jogo a uma segunda-feira, que é demais. Embora desta vez seja igual para todas as equipas, nas outras jornadas isso não aconteceu”, apontou.
Peixoto elogiou o adversário, salientando a evolução do Arouca na segunda volta do campeonato. “Vamos ter pela frente uma excelente equipa, com bons jogadores, que está muito melhor na segunda volta do que na primeira e que nos vai complicar muito a vida, de certeza. São duas equipas que gostam de jogar e acredito que vai ser um bom jogo de futebol”, disse. Apesar disso, o foco é claro. “Olhámos só para o jogo, para o Arouca e para os três pontos. Queremos terminar a época em casa com uma vitória, porque os adeptos merecem e esta equipa também merece”, frisou. Em resposta a críticas sobre a segunda volta, o treinador defendeu a regularidade do Gil Vicente. “Se ganharmos ao Arouca, ficamos apenas a três pontos da primeira volta. Ou seja, acaba por ser uma segunda volta muito consistente. A equipa foi-se reinventando em função das características dos jogadores e manteve sempre uma identidade muito forte”, sustentou. Ele também abordou as dificuldades após o mercado de inverno. “O Héctor lesionou-se numa fase em que estava a crescer muito e o Lucão precisou de mais tempo de adaptação. Mas mesmo assim a equipa foi consistente”, afirmou. Peixoto concluiu, destacando o percurso do clube. “O Gil Vicente do ano passado garantiu a manutenção nas últimas jornadas e este ano andou praticamente sempre do sexto lugar para cima. Batemos recordes de vitórias, de pontos, de assistências e fizemos a maior transferência da história do clube. Acho que foi um trabalho fantástico de toda a gente”, salientou, reforçando que “Quem olhar com olhos de ver percebe que o que foi feito aqui esta época foi fantástico. Esta equipa teve sempre a obrigação interna de querer ganhar todos os jogos e isso viu-se durante toda a época”, concluiu.
Do lado do Arouca, Vasco Seabra adotou um tom ambicioso, apesar da equipa já não ter aspirações europeias. “Sabemos que vamos defrontar um adversário que está a lutar pelo 5.º lugar, mas temos de ter mais ambição do que o Gil Vicente. Estamos a lutar pela afirmação, aconteça o que acontecer não podemos deixar uma pinga de suor”, enfatizou o treinador. Seabra quer ver a sua equipa “a competir a sério pelos três pontos”. “Vivemos num clube com uma aura muito grande. As coisas podem correr bem ou mal, mas a alma e a aura têm de ser sempre as mesmas. Se não competirmos a sério com uma equipa como o Gil Vicente... vamos passar mal”, garantiu. O técnico dos lobos já pensa no futuro do clube. “Se não houvesse uma ambição clara o clube não falaria comigo para renovar e eu não aceitava este desafio”, disse, mostrando o trabalho em dois planos: lutar pelos seis pontos nas duas últimas rondas e preparar a próxima temporada, uma “missão em curso desde o fecho do mercado de inverno”. O Gil Vicente, com 50 pontos, recebe o Arouca, com 36, numa partida agendada para segunda-feira, às 20h15, com arbitragem de Miguel Fonseca.