Diogo Dalot revela ambições para o Mundial 2026 e analisa fase da carreira

  1. Dalot convocado para Mundial 2026
  2. Portugal integra o Grupo K
  3. Manchester United qualificou-se para Champions
  4. Dalot deseja título mundial para Portugal

Maturidade e Expectativas

Diogo Dalot, lateral do Manchester United e convocado por Roberto Martínez para o Campeonato do Mundo de 2026, falou abertamente sobre as suas expectativas e o estado de espírito com que encara a competição. Num evento dedicado a crianças realizado no centro comercial UBBO, na Amadora, o defesa assumiu que chega a este desafio numa fase distinta da sua carreira.

“Chego ao Mundial numa altura da minha carreira onde consigo já ter mais experiência, um homem mais maduro, um jogador também mais maduro, capaz de tomar as melhores decisões para mim e para a minha carreira e de tentar ajudar ao máximo a seleção e o meu clube. Foi sempre a minha filosofia”, confessou o jogador, que acredita que esta maturidade será fundamental para o sucesso da equipa.

O Sonho do Título Mundial

Quanto às aspirações da seleção nacional, Dalot não escondeu o desejo de conquistar o troféu mais prestigiado do futebol mundial, embora mantenha os pés assentes na terra. “Ser campeão do mundo é um dos vários sonhos que tenho. Puxando um pouquinho esse sonho à realidade, sabemos que temos que trabalhar muito. Temos três jogos pela frente que é o nosso principal foco e depois, como se costuma dizer, jogo a jogo até à final se possível e conseguir ganhar. É sem dúvida um grande objetivo que nós temos”, afirmou.

Sobre a viabilidade deste sonho, acrescentou: “Estou confiante de que temos condições para tal. Obviamente sabemos que estas competições são difíceis. A história, infelizmente, não diz que Portugal já a venceu. Queremos fazer algo que ainda não foi feito, como é lógico, mas sempre com a humildade de que temos de trabalhar muito para o conseguir fazer”.

Análise do Grupo K

O jogador alertou ainda para a perigosidade dos adversários no Grupo K, composto pela República Democrática do Congo, Uzbequistão e Colômbia, sublinhando que a qualidade individual pode enganar. “Obviamente vão ser desafios difíceis. Acho que a qualidade individual das equipas é notória. Se vamos analisar o jogador a jogador, conseguimos encontrar jogadores que estão a jogar boas ligas”, analisou Dalot.

Reforçou ainda a importância da coesão das equipas rivais: “A nível coletivo, será sempre uma situação mais complicada porque acabas por jogar com equipas que, certamente, te darão essas dificuldades em termos coletivos e temos de estar preparados para qualquer cenário que possamos encontrar”.

Relação com Cristiano Ronaldo

A relação com as figuras centrais da equipa também foi abordada, especialmente no que toca a Cristiano Ronaldo. Dalot expressou o seu orgulho em partilhar o balneário com o capitão: “Olho para isso com orgulho. Qualquer português tem orgulho em ser representado futebolisticamente por um jogador como o Cristiano. Fazer parte do plantel e estar mais perto, conviver com ele, ainda é um motivo de maior orgulho”.

Sobre a presença do capitão no torneio, o lateral referiu: “Não sei se será o último Mundial, mas esperemos que corra pelo melhor. Por tudo o que ele já fez pelo país, merecia ganhar um Mundial”.

Apoio a Roberto Martínez

Relativamente ao selecionador Roberto Martínez, cuja continuidade é incerta após o torneio, Dalot assegurou o seu apoio total: “Não será minha a decisão. Aquilo que ele tem feito até hoje, isso sim, é notório e é, de facto, algo que é de realçar porque conseguimos ganhar um troféu com ele. Tudo o que ele tem feito por nós, e a melhoria que a seleção teve nesses últimos anos, acho que é notória”.

O defesa concluiu que a atitude dos jogadores deve ser a mesma independentemente de quem comande a equipa: “A decisão certamente não será a nossa, mas qualquer que seja o treinador, e acho que esse é o objetivo que nós temos enquanto jogadores, temos de dar o máximo por ele. E o míster Martínez não foge à regra”.

Tática e Polivalência

Sobre a tática e a versatilidade do plantel, Dalot destacou a importância de ter opções polivalentes: “Eu acho que para qualquer treinador ter a possibilidade de ter jogadores que possam fazer várias posições é uma vantagem. Esses jogadores que foram convocados já demonstraram que têm essa capacidade. Para a seleção será sem dúvida benéfico”.

O jogador reiterou a sua postura profissional perante a liderança técnica, enfatizando a entrega total ao projeto da equipa nacional.

Balanço no Manchester United

Finalmente, o lateral do Manchester United refletiu sobre a sua temporada no clube inglês, mencionando a passagem de Ruben Amorim e a atual fase sob a batuta de Michael Carrick, que garantiu a qualificação para a Liga dos Campeões.

“Obviamente gostava que tivesse corrido melhor com o Ruben Amorim. Em termos de resultados, não foi aquilo que tanto o Ruben como nós queríamos. Desejo o melhor para ele no próximo desafio que terá. Serei, sem dúvida, mais um grande apoiante de muitos portugueses também. E fico contente também que tenhamos terminado a época de uma maneira mais positiva, com bons resultados. A qualificação para a Liga dos Campeões era o nosso principal objetivo”, concluiu Diogo Dalot.

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