Luciano Gonçalves, líder do Conselho de Arbitragem (CA), fez questão de enaltecer a presença de João Pinheiro no Campeonato do Mundo, afirmando: “Ficaram muitos árbitros de grandes campeonatos de fora para João Pinheiro lá poder estar. Tem mérito próprio, merece desfrutar e aproveitar as oportunidades que for tendo durante o Campeonato do Mundo. Não nos podemos esquecer que João Pinheiro é o árbitro mais jovem a estar presente [38 anos].”
Esta afirmação destaca a importância da nomeação de Pinheiro, que representa um marco significativo para a arbitragem portuguesa.
Pinheiro, o árbitro da Associação de Futebol de Braga, será coadjuvado pelos assistentes Luciano Maia e Bruno Jesus, e a sua escolha marca um momento histórico, sendo o nono português a dirigir partidas na principal competição de seleções. Gonçalves disse ainda que “devemos valorizar naturalmente os que foram selecionados, mas tínhamos muitos outros que podiam estar também nestes lugares”
, sublinhando que houve outros árbitros competentes que poderiam ter sido escolhidos. Este reconhecimento da qualidade da classe arbitral em Portugal é essencial.
Gonçalves não hesitou em louvar a competência dos árbitros portugueses, afirmando: “Portugal merece, pelos nossos árbitros, seja em que variante for. Futebol masculino, feminino, futsal, no videoárbitro... Temos muita competência.”
Essa citação reflete não apenas o orgulho que Gonçalves sente pela arbitragem nacional, mas também a confiança que deposita em João Pinheiro para lidar com a pressão do torneio mundial.
Tiago Martins, que participou como videoárbitro no Mundial de 2018, também ofereceu suas perspectivas sobre a preparação de Pinheiro. Martins comentou: “Nós sentimos sempre a pressão mediática, quando maior for o jogo maior ela é, mas nós preparamos-nos para que isso não nos influencie. Somos pragmáticos de forma a analisar as nossas decisões da melhor forma.”
Esta visão é crucial, dado o elevado nível de pressão que os árbitros enfrentam em grandes torneios como o Mundial.
Encerrando o discurso sobre a falta de um videoárbitro português presente na competição, Martins lamentou: “Eu e o Artur [Soares Dias] tivemos a felicidade de estar em 2018, também no último Europeu, em 2024, e outras competições. Desta vez, não calhou à videoarbitragem portuguesa marcar presença. Foram apenas 30 selecionados, menos do que os árbitros principais. Mas vamos continuar a trabalhar para estar nos próximos grandes torneios, europeus e mundiais.”