O FC Porto está a planear o seu futuro, e André Silva pode ser um dos grandes reforços. A possibilidade do seu regresso já agita os adeptos e antigos companheiros de equipa. Helton, antigo guarda-redes dos Dragões, mostra-se bastante entusiasmado com esta hipótese. “Eu acho espetacular, porque é sempre bom quando temos atletas que são formados nas camadas jovens e têm essa oportunidade de regressar e dar o seu contributo para que o clube continue a vencer”, afirmou Helton em declarações exclusivas ao Desporto ao Minuto. O avançado, que está prestes a terminar contrato com o Elche, poderá chegar ao Dragão a custo zero, um cenário que agrada à administração. Helton vê em André Silva uma mais-valia incontestável: “Uma vez que se concretize essa possibilidade, é óbvio que nós desejamos o melhor para o André, porque, sendo o André Silva que eu conheço e com quem tive o privilégio de trabalhar, eu vejo que será uma ótima valia para o FC Porto”.
Apesar de algumas passagens menos felizes por outros clubes, o instinto goleador de André Silva é inegável, tendo-se destacado no FC Porto em 2016/17 com 21 golos em 44 jogos e no Frankfurt em 2020/21 com 29 golos em 34 partidas. Helton desvaloriza os momentos menos bons do avançado, destacando a sua qualidade intrínseca: “Ele, independentemente de ter mais ou menos golos, é sempre o matador. É sempre o André Silva que impõe respeito à defesa adversária. Então, é sempre uma mais-valia ter um jogador de qualidade dentro do plantel”. A personalidade do jogador é outro ponto realçado pelo antigo guarda-redes, que partilhou balneário com André Silva no FC Porto. “A nível de personalidade, já sabemos que ele é um atleta que tem as suas características bem vincadas. Em termos de balneário, é muito amigo do grupo, procura ser uma pessoa que ajuda realmente o grupo e que não pensa apenas em si”, frisou Helton.
O ataque do FC Porto foi por vezes questionado nesta época, mas Helton defende que a força do coletivo foi crucial. “Eu não veria o ataque como uma das posições mais fracas. Eu vejo que, com possibilidade e condições de se enquadrar na equipa, mostrou-se muito a entreajuda este ano. Foi um ano em que, para mim, foi crucial para aquilo que é a hegemonia, a forma como o próprio grupo trabalha. Isso não quer dizer que tenhamos uma necessidade de ter alguém como o Samu, que era uma referência e que de alguma forma punha sempre respeito aos adversários”, explicou. O sucesso da equipa, mesmo sem um “Samu” (possivelmente referindo-se a um avançado de referência), foi evidente, culminando no título nacional. “Isso não invalidou o título, até por conta dos médios, dos defesas, que chegaram e conseguiram ajudar esse ataque a concretizar o objetivo maior, que eram os golos e fazer com que o FC Porto fosse campeão”, acrescentou Helton. Por fim, Helton elogiou a gestão de André Villas-Boas, destacando a sua dedicação ao clube: “Eu sou suspeito para falar a respeito do nosso presidente, porque ele está sempre com boas intenções, faz sempre algo diferenciado para poder ajudar o clube que ele tanto ama e que hoje é o presidente”. André Silva, que marcou dez golos em 32 jogos pelo Elche, parece estar pronto para uma segunda vida no Dragão, uma oportunidade que surge no momento certo, aos 30 anos e com experiência acumulada em várias ligas europeias.