À margem do festival ECO, em Lisboa, André Villas-Boas não poupou críticas à postura do Sporting na mais recente Assembleia Geral da Liga. O presidente do FC Porto classificou a situação como sendo “absolutamente patética” no que diz respeito às propostas apresentadas pelo clube de Alvalade. No centro da polémica está a questão do canto mal assinalado que resultou numa vitória para os leões, referindo André Villas-Boas que a proposta apresentada “vem do IFAB, não do Sporting” e que, na verdade, “foi uma tentativa de chico-espertice que saiu mal”.
O dirigente portuense insistiu que o futebol português deve afastar-se da “hipocrisia” e que existe um “caminho de responsabilidade” a seguir, especialmente no que toca ao comportamento dos presidentes. Refletindo sobre a necessidade de liderar pelo exemplo, alertou para a importância de evitar “cenários como no Sporting-FC Porto em que levou um presidente a insultar outro”, sublinhando que “é importante que determinados níveis não sejam ultrapassados”. Villas-Boas admitiu a sua própria quota de responsabilidade, mas reforçou que “podem contar com o presidente do FC Porto” para manter o nível de educação necessário.
Relativamente à relação entre os “três grandes”, André Villas-Boas revelou que existem pontos de convergência, como a centralização dos direitos, onde afirmou que “há alinhamento total entre o FC Porto e o Sporting, não com o Benfica, que optou por votar em abstenção”. No entanto, reconheceu que a harmonia é difícil quando “tentam pisar os calcanhares do FC Porto”. Quanto a rumores de mercado, o presidente desmentiu categoricamente qualquer contacto com Deco sobre o jogador Kiwior e negou qualquer interesse no atleta Gustavo Sá, assegurando que “o FC Porto fez zero movimentos pelo Gustavo Sá”.