O Valor e o Futuro de Diogo Costa
O futuro de Diogo Costa continua a ser um dos temas mais discutidos no futebol português, dada a atenção de gigantes europeus. Israel Dionísio, que acompanhou a ascensão do guarda-redes, destaca a qualidade excecional do atleta ao afirmar: “Claramente estamos a falar de um dos melhores guarda-redes do mundo na atualidade. Quem não quer um jogador como ele na sua equipa?”.
O antigo treinador recorda que o talento era evidente desde cedo: “Desde muito novo se percebeu que era alguém muito talentoso na sua posição. Todos os que trabalhavam na formação do FC Porto perceberam isso e eu não fugi à regra. O Diogo Costa tinha muito potencial, era bastante focado, sério no seu desempenho, e com uma maturidade enorme, que lhe permitiu ‘queimar’ etapas dentro do clube. Até hoje mantém tudo isso e uma humildade tremenda”.
O Simbolismo da Camisola Número 2
A proposta de André Villas-Boas para que o jogador assuma a camisola número 2 é vista como um gesto estratégico de valorização. Segundo Israel Dionísio, “É um jogador que simboliza a marca FC Porto e o seu presidente reconheceu isso mesmo ao fazer-lhe este convite. Acaba por ser natural tendo em conta que o Diogo foi crescendo, não só nas suas qualidades técnicas como dentro do clube, onde ganhou um papel de excelência e de líder, que serve de referência a todos os outros, bem à imagem do que é o FC Porto”.
Fernando Santos reforça a importância deste número: “Eu não vejo ninguém, neste momento, melhor para usar essa camisola, até como homenagem a todos os que passaram, incluindo ao Jorge, que acabou por falecer, por parte do Diogo Costa. É, na realidade, claramente, hoje em dia, um símbolo muito forte do FC Porto, portanto, acho mais do que justo, sinceramente, e correto”.
A Tradição do FC Porto
O antigo selecionador Fernando Santos explica a tradição: “O 2 é o símbolo do FC Porto. Já há muitos anos, antes de eu chegar ao FC Porto, em 1998, era assim, com o João Pinto. Foi instituído por Jorge Nuno Pinto da Costa, e, depois, quando eu cheguei, era Jorge Costa, que era um nome incontornável do FC Porto, e sempre se manteve essa tradição ou simbolismo, que acho que representa melhor”.
Israel Dionísio conclui com um desejo para o futuro do guarda-redes: “Que continue o ser humano que é, que decida o que achar melhor para o seu futuro e que, para finalizar, seja campeão do mundo com as cores de Portugal”.
O Desejo de Regresso de Bernardo Silva
Paralelamente, Bernardo Silva abriu o coração sobre o seu futuro e a sua relação com o Benfica. Embora deseje regressar, o médio do Manchester City esclarece que isso não acontecerá de imediato: “Há uma intenção certa: quero voltar. Não sei se o Benfica me vai querer quando quiser voltar. Quero voltar e isso não vai mudar. Não consigo dizer se é daqui a seis meses ou a três anos”.
Sobre os contactos recentes do clube encarnado, Bernardo justificou a sua posição atual: “Tenho um objetivo de vida diferente, quero competir noutro sítio”. O jogador revelou ainda ter superado a frustração da sua saída precoce da juventude: “Ultrapassei essa mágoa há bastante tempo. Fiz o meu caminho e estou feliz. É o meu clube, foi onde cresci e joguei 12 anos. Esses jogos não contam para nada, foram cinco minutos em cada competição, em que nem me senti envolvido. Foi o caminho que teve de ser e correu bem para o meu lado. O Mónaco foi o clube perfeito para me desenvolver. Quem sabe se teria um caminho parecido se tivesse continuado.”
Evolução de Adepto a Profissional
Bernardo Silva recorda com humor a sua fase de adepto fervoroso, quando não tinha a perspetiva de profissional: “Passava o jogo a passo e aos 80 minutos marcava um grande golo”, referindo-se ao seu antigo ídolo Óscar Cardozo, numa época em que tinha lugar cativo com o pai e era “adepto de bancada, de chamar nomes aos árbitros e insultar os próprios jogadores”.
Refletindo sobre a evolução da sua relação com o clube, admitiu: “Com os anos, sendo jogador, mudei a forma como sou adepto. Continuo a ver os jogos do Benfica e a torcer”. Agora, com o fim do contrato no City, o jogador procura estabilidade para a sua família e competitividade desportiva, pretendendo resolver a sua situação profissional antes do início do próximo Mundial.