Farioli: “É-me difícil imaginar treinar outro clube que não o FC Porto”

  1. Farioli não regressou a Itália desde que chegou ao Porto.
  2. Ele tem uma forte relação com o presidente André Villas-Boas.
  3. Farioli descreveu a vitória no campeonato como "muito intensa".
  4. A competência é o que realmente faz a diferença, segundo Farioli.

Francesco Farioli, agora uma figura central nos destinos do FC Porto, tem demonstrado um compromisso inabalável com o clube e o seu projeto. O treinador italiano revelou que a sua vida profissional tem sido totalmente absorvida pelo trabalho nos dragões, a ponto de não ter regressado a Itália desde que chegou ao Porto, nem durante as pausas internacionais ou dias de folga. Essa entrega é um reflexo profundo da forte ligação que desenvolveu com a instituição e, em particular, com o presidente André Villas-Boas.

A intensidade do seu trabalho e a relação com a direção foram destacadas pelo próprio Farioli. “Atualmente, a novidade é que estou a preparar-me para voltar pela segunda vez consecutiva ao mesmo clube”, afirmou, contrastando com as suas passagens por Nice e Amesterdão, que foram mais curtas por opção pessoal. O técnico explicou a razão por trás desta continuidade: “Aqui no Porto desenvolvi uma relação muito forte com o presidente André Villas-Boas. Temos um ótimo entendimento sobre futebol, a nossa maneira de desenvolver um projeto e o tipo de visão que temos. Justamente por isso, é-me difícil imaginar hoje treinar qualquer outro clube que não o FC Porto.” Esta declaração sublinha a solidez da parceria entre Farioli e o presidente, um fator crucial para a estabilidade e sucesso do projeto azul e branco. O técnico reforçou este sentimento ao afirmar que “Criou-se uma conexão muito forte. Temos uma grande sintonia na forma de entender o futebol, de desenvolver um projeto e no tipo de visão que queremos construir”, acrescentando que “Por isso, honestamente, hoje tenho muita dificuldade em imaginar-me num clube diferente do FC Porto”.

Apesar do sucesso em Portugal, onde superou rivais como Sporting e Benfica, Farioli não tem planos de regressar à sua terra natal para treinar na Serie A, pelo menos para já. “Treinar na Serie A? Honestamente, não é algo em que pense há muito tempo. O curioso é que esta época não fui a Itália, nem mesmo durante as pausas para jogos internacionais ou nos nossos poucos dias de folga. A minha vida tem girado completamente em torno do meu trabalho, e passar tantos anos no estrangeiro é uma experiência pessoal e profissional incrível”, revelou. Questionado sobre a emoção de vencer o seu primeiro grande campeonato, descreveu-a como “muito intensa, difícil de descrever por palavras”. Farioli explicou que “quando se investe tudo num trabalho, quando se vive durante meses sob tanta pressão, responsabilidade e expectativas, o momento da vitória traz uma enorme libertação emocional”. No entanto, o foco mudou rapidamente. “Dois dias depois de vencer, já estávamos projetados para o futuro, a planear a próxima época e a procurar novas margens de melhoria”, revelou, demonstrando a sua mentalidade de constante evolução. O técnico também destacou o sentido de pertença como um fator crucial para o sucesso, especialmente após um início de época marcado pela “perda dramática de Jorge Costa”, uma lenda do clube. Segundo Farioli, a união da Família Portista perante a tragédia foi demonstrativa da força do clube.

Farioli também partilhou a sua visão sobre o futebol italiano, que, segundo ele, “continua a ter muita cultura tática, técnica e estratégica, e de alto nível”. No entanto, o treinador apontou a necessidade de adaptação às rápidas mudanças do futebol europeu. “No entanto, acredito que o futebol europeu está a mudar rapidamente e hoje precisamos de estruturas mais modernas, continuidade nos projetos, alta intensidade e grande capacidade de adaptação. E de fora dá a sensação que, por vezes, o sistema italiano tem dificuldades em abraçar rapidamente a mudança”, ponderou. Adicionalmente, desvalorizou a tendência em Itália para se apostar em treinadores mais experientes, afirmando que a idade não é o fator decisivo. “Não penso que seja apenas uma questão italiana. Nos momentos de dificuldade, muitos ambientes tendem a confiar na experiência”, disse, defendendo que o que realmente faz a diferença é a “competência, capacidade de liderança, visão e qualidade do trabalho diário”.

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