O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) rejeitou, por unanimidade, o recurso do FC Porto contra a multa de 12.750 euros aplicada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF). A sanção foi imposta devido à exibição repetida de lances polémicos no balneário da equipa de arbitragem chefiada por Fábio Veríssimo, no intervalo do jogo com o SC Braga, realizado a 2 de novembro de 2025, no Estádio do Dragão. O acórdão, proferido a 11 de maio de 2026 no processo n.º 2/2026 e assinado pelo árbitro-presidente Tiago Serrão, assinala o seguinte: “A factualidade revelada nas alíneas E), G) e I) revela, pelo menos, (grave) descuido/desatenção, por parte da Demandante”
. Os três árbitros do colégio arbitral sublinharam a negligência grosseira ou grave na conduta do clube. “Não só a falha ocorreu por mais do que uma vez, como está em causa a divulgação de vídeos que, dado o seu teor, obviamente, não podiam ser transmitidos no balneário dos árbitros, e só incorre em tal conduta um sujeito particularmente desleixado”
.
A decisão do TAD detalha ainda as consequências para a imagem do futebol português. O tribunal considerou que a conduta foi lesiva em si mesma
, independentemente de ter condicionado a arbitragem. “Exibir no balneário dos árbitros, para mais em loop, no decurso do intervalo do jogo, a imagem do lance do golo anulado à equipa visitada (Demandante), na primeira parte desse mesmo jogo (...), tendo tal realidade sido do conhecimento do público (...), afeta a imagem e o bom nome das competições de futebol? A resposta é obviamente positiva”
, afirma o acórdão. Acima de tudo, o documento frisa que “a ampla difusão mediática dos factos, conjugada com a perceção externa de que um clube permitiu a exposição reiterada da arbitragem a conteúdos potencialmente condicionadores, projeta para o exterior uma imagem de instrumentalização da função arbitral, minando a credibilidade institucional das competições”
. Para além da multa de 12.750 euros, o FC Porto foi condenado a pagar 5.105 euros (incluindo IVA) em custas do processo arbitral. A distinção entre realidade e perceção é central: “Uma coisa é a imparcialidade e independência da arbitragem ter sido efetivamente afetada outra é (...) a perceção externa de imparcialidade e independência da arbitragem e a regularidade da competição, independentemente da demonstração de qualquer efetiva influência ou condicionamento das decisões dos concretos árbitros”
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Enquanto o FC Porto lida com as consequências deste caso, um dos seus maiores ativos entra no radar dos grandes clubes europeus. Diogo Costa, que realiza a sua melhor época, desperta a cobiça de colossos como o PSG. No entanto, a SAD portista não recebeu ainda qualquer proposta oficial, conforme a BOLA sabe. A intenção de André Villas-Boas é manter o capitão no Dragão, mas já definiu as condições para a sua saída, caso esta venha a acontecer. O presidente não o liberta por menos do que 60 milhões de euros, o valor da cláusula de rescisão. Francesco Farioli, técnico da equipa, expressou a sua preocupação com possíveis saídas. “Perder Diogo Costa e Froholdt no mercado? Nem quero pensar nisso porque, se acontecesse, isso iria estragar o meu verão e sinceramente acho que, ao fim destes anos, mereço umas férias com alguma calma. Vou ver o Diogo no Mundial, já falei com ele e está muito feliz por continuar e por voltar à Liga dos Campeões. Espero não perder ninguém, mas já se sabe que isto é futebol. Este grupo teve a última dança com o Santa Clara. Vão acontecer adaptações, jogadores assediados por outros clubes. Da nossa parte, é muito claro o que vamos fazer, como queremos mexer-nos no mercado e o que queremos receber”
, afirmou Francesco Farioli. Diogo Costa, apesar de se sentir bem no Dragão, não descarta uma saída, mas apenas para um clube de elite mundial. O FC Porto mantém-se tranquilo com a cláusula de 60 milhões de euros e não abdica de um cêntimo sequer. O clube exige o pagamento a pronto e tem a convicção de que Diogo Costa permanecerá de dragão ao peito.