Sinapol denuncia discriminação remuneratória na final feminina da Taça de Portugal

  1. Sinapol denuncia discriminação salarial
  2. Polícias recebem menos em final feminina
  3. Sindicato exige correção dos valores
  4. Villas-Boas enaltece projeto feminino do FC Porto

O Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) denunciou hoje, sábado, uma discriminação remuneratória no policiamento da final feminina da Taça de Portugal de futebol. Segundo o sindicato, os polícias estão a ser pagos com a tabela B, que oferece um valor inferior, enquanto em finais masculinas é aplicada a tabela A, mais favorável. Esta situação foi considerada ilegal pelo Sinapol, que exigiu a imediata correção dos valores a pagar aos polícias envolvidos no evento.

Em comunicado, o Sinapol afirmou que “Os polícias que se encontram a assegurar o policiamento deste evento desportivo estão a ser pagos através da aplicação da denominada 'tabela B', quando, em situações idênticas envolvendo finais de competições masculinas, é aplicada a 'tabela A', substancialmente mais favorável do ponto de vista remuneratório”. O sindicato salientou que o serviço prestado é “exatamente o mesmo em termos de exigência, responsabilidade e operacionalidade”. Além disso, o Sinapol expressou “total discordância e profunda preocupação” perante este tratamento remuneratório. A organização alertou ainda que, caso a situação não seja corrigida, avançará com “os competentes mecanismos legais”, incluindo uma ação judicial.

A final da Taça de Portugal feminina opõe Futebol Clube do Porto e Sport Lisboa e Benfica, num clássico inédito no feminino, que terá lugar no Estádio Nacional. O Benfica procura a sua terceira Taça de Portugal, enquanto o FC Porto ambiciona a sua primeira. A final masculina da Taça de Portugal, que irá decorrer a 24 de maio, contará com o Sporting Clube de Portugal e o Sport Clube União Torreense. O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, marcou presença na final feminina, enaltecendo o percurso da equipa e a sua ambição de conquistar o troféu. Em declarações, antes do apito inicial, Villas-Boas referiu que “O fim de semana continua ainda e esperemos que com um resultado positivo. Evidentemente, as jogadoras estão de parabéns pelo percurso feito até aqui, pelo que fizeram na Segunda Divisão com a subida à Primeira, o que para o ano nos dá finalmente o lugar onde queríamos estar desde o início do projeto. Elas devem desfrutar, é um dia maravilhoso para elas, e esperemos que acabe com uma vitória do FC Porto”. Questionado sobre a possibilidade de conquistar a prova, o presidente reiterou: “Seria sem dúvida o ingrediente que falta para um fim de semana perfeito. Ganhar a Taça de Portugal com as seniores femininas seria para nós excecional. Já ganhámos o campeonato da Segunda Divisão, mas ganhar a final da Taça de Portugal contra um Benfica que é dominador na competição seria algo extraordinário. Portanto, muita fé, muita crença, mas sobretudo muito orgulho pelo percurso feito até agora”. Salientando a importância do projeto feminino, Villas-Boas acrescentou: “Defrontar a melhor equipa de futebol feminino em Portugal dá-nos orgulho, é um motivo de motivação, e esperamos que as jogadoras estejam à altura. Nós estamos muito orgulhosos do percurso deste projeto e esperamos que elas desfrutem da final da Taça e do ambiente do Jamor, se possível com uma vitória à Porto”. O dirigente reconheceu o trabalho de todos os envolvidos, referindo que “Tem sido um trabalho inexcedível do professor José Manuel Ferreira, do treinador Daniel Chaves e da Joana Oliveira, também da parte executiva do futebol. Foi um projeto que foi criado desde o início, mas que já fez muito sucesso de forma clara e arrebatadora. Portanto, para nós é um orgulho e uma honra estar aqui a jogar esta final contra uma equipa que tem dominado o futebol feminino português. Será, sem dúvida, um ponto de referência para nós”. Sobre a Liga BPI, Villas-Boas admitiu que “Agora que atingimos a Liga BPI, teremos que enquadrar-nos com a realidade. Não esquecemos também que, no percurso, eliminámos três equipas da Liga BPI e isso dá-nos também algum conforto na preparação desta final”. Por fim, questionado sobre José Mourinho, o presidente do FC Porto escusou-se a comentar: “Isso é uma pergunta que tem de fazer ao presidente Rui Costa. Não estou muito por dentro dos objetivos, nem do enquadramento do Benfica e do seu treinador, portanto é uma pergunta que tem de dirigir ao presidente do Benfica”.

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