Académico de Viseu regressa à I Liga após 37 anos

  1. Académico de Viseu subiu à I Liga.
  2. Subida aconteceu após 37 anos.
  3. Empate com Sporting B garantiu acesso.
  4. André Clóvis fez 23 golos.

O Académico de Viseu regressa à I Liga portuguesa de futebol, 37 anos depois. A confirmação da subida foi garantida este sábado, apesar de um empate a zero frente ao Sporting B, na última jornada da II Liga. A diferença de golos foi crucial para assegurar o segundo lugar e o acesso direto à elite do futebol nacional, um feito que desencadeou uma onda de entusiasmo na cidade. As celebrações tomaram conta do relvado do Estádio do Fontelo logo após o apito final, num momento de grande comunhão entre adeptos e jogadores. Esta é a quinta vez que o clube da Beira Alta ascende ao escalão máximo do futebol português.

A ansiedade e a alegria eram palpáveis em Viseu. Muitos adeptos, vindos de longe, não quiseram perder este momento histórico. “Viemos do Luxemburgo de propósito. Não podíamos faltar à festa do nosso Académico e ainda bem que viemos”, partilhou Pedro Rocha, que, com o irmão Rui, viajou para apoiar o clube. Naturais de São Pedro do Sul, ambos sublinharam: “Era impensável não assistir ao último jogo” para testemunhar a inédita subida à I Liga. Adicionalmente, mencionaram a esperança de ver “o Tondela manter-se na I liga para o distrito mostrar que está vivo e que também faz parte do mapa do futebol. Vai ser um orgulho dizermos lá fora que somos beirões”. Maria Costa, Carolina Carvalho, Mariana Rocha e Joana Cardoso, estudantes do curso de Desporto, pediram “desculpa aos professores, pelo dia de estudo quase perdido, mas é por uma boa causa”. A atmosfera era contagiante, e Marília Moita, apesar de não ter conseguido bilhete para o estádio, afirmou que “a energia foi tão boa como se estivéssemos no estádio. Foi maravilhosa a vibração que aqui se sentiu”. Outras adeptas, frustradas por terem “perdido os bilhetes para os adeptos de ocasião”, concordaram que o Rossio “foi igualmente bom, com boa energia e os batimentos cardíacos ao rubro”.

O ambiente no Rossio, onde cerca de mil adeptos se reuniram para assistir ao jogo num ecrã gigante, foi um espelho da euforia que tomou conta da cidade. Vicente e Duarte Zambujal, de 11 e nove anos, respetivamente, apesar de “um bocadinho tristes” por não terem ido ao Fontelo, sentiram que “o ambiente no Rossio foi tão bom como lá”. Vicente, feliz, admitiu: “Gostava que tivesse ganhado, mas o que importa é que subimos à primeira. Estou feliz e foi muito bom. Toda a energia que aqui sentimos e a alegria que temos é muita.” O irmão, Duarte, apesar de lamentar a falta de bilhete, não escondeu a alegria de estar no Rossio, no meio de “muita alegria, como se estivesse no estádio”. As buzinas dos carros ecoavam pelas artérias da cidade, e o Rossio permaneceu fechado ao trânsito, antecipando uma longa noite de festejos. No Estádio Municipal do Fontelo, que registou um recorde de 6.384 espectadores, o apito final foi uma “explosão de alegria”, mesmo com o jogo a terminar sem golos. O empate teve um sabor a vitória para a equipa de Sérgio Fonseca, que celebrou efusivamente perante as bancadas repletas de adeptos. Além da subida, André Clóvis foi ovacionado, eleito o melhor jogador do campeonato e provável melhor marcador, com 23 golos. João Luís, antigo jogador do Académico de Viseu na I Liga e agora professor, expressou o seu apoio incondicional: “o apoio ao clube é sem medida, mesmo quando for enfrentar os 'grandes', pois o Académico 'será sempre a primeira escolha'.” Mariano Lopez, presidente da SAD, sumariza a ambição: “Os adeptos perguntam ‘então, é para subir?’ É sempre para subir.”

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