Victor Froholdt aborda futuro no FC Porto e ambições europeias

  1. Froholdt quer ficar no FC Porto
  2. Cláusula de rescisão: 85 milhões de euros
  3. Lamenta eliminações na Liga Europa e Taça de Portugal
  4. Thiago Silva: boa liderança e experiência

Victor Froholdt, uma das figuras em destaque no plantel do FC Porto, abordou em entrevista exclusiva diversos temas cruciais que marcam o presente e o futuro dos Dragões. Desde a sua continuidade no clube, passando pela análise da arbitragem no futebol português, até às aspirações europeias da equipa, o médio dinamarquês não deixou nada por dizer, revelando as suas ambições pessoais e coletivas.

Questionado sobre a possibilidade de permanecer no FC Porto por mais uma época, Froholdt foi claro quanto à sua vontade, mas cauteloso com as realidades do mercado. “No futebol nunca podes prometer nada, nunca consegues prever o mercado... Mas o que eu quero é ficar aqui. É esse o plano. Adoro estar aqui, adoraria jogar a UEFA Champions League com este emblema. Estou muito feliz aqui e adoraria jogar a próxima época aqui. Tenho a certeza de que estarei no Dragão na próxima época”, afirmou o internacional dinamarquês, demonstrando o seu forte vínculo com o clube. Num sublinhado à sua dedicação e foco, Froholdt reforçou: “É como disse, o futebol é um daqueles desportos em que nunca podes estar 100% seguro, mas, na minha cabeça, na próxima época vou estar no Dragão.”

Em relação às especulações de mercado e à sua cláusula de rescisão de 85 milhões de euros, o jogador mostrou-se ambivalente. “Ui, é difícil atribuir um valor a ti próprio... É muito dinheiro. Mas é óbvio que tenho sonhos. Adoro jogar aqui no FC Porto, mas também tenho o sonho de jogar em alguns dos melhores clubes do Mundo. Agora os preços e tudo isso… Vêm quando têm de vir. Posso focar-me em ganhar jogos com o FC Porto, evoluir como jogador e ajudar a equipa ao máximo.” Sobre o alegado interesse de clubes da Premier League, como Liverpool e Arsenal, Froholdt pautou-se pela serenidade: “Não. Eu aceito as coisas quando elas aparecem. Fico feliz por ver as pessoas a acompanharem e por saber que os adeptos apreciam o meu trabalho. Foco-me no feedback que recebo dos treinadores, da equipa e nas coisas que posso fazer dentro de campo. Mantenho tudo o resto à margem de onde estou, porque agora estou aqui, a jogar no FC Porto, e não me foco em mais nada.”

A análise à temporada recentemente concluída foi outro dos pontos abordados, com Froholdt a lamentar o que poderia ter sido feito na Liga Europa e na Taça de Portugal. “Sim... Estivemos bastante bem em ambas as competições. Vencemos o Benfica em casa e seguimos em frente na Taça. Acho que ninguém veio dizer que tínhamos um objetivo a alcançar na Liga Europa, fosse ele chegar às meias-finais ou talvez à final e tentar vencer todas as competições.... Numa época tens muitos jogos. Fomos eliminados pelo Nottingham Forest, uma boa equipa. Na próxima época temos a capacidade e a oportunidade de fazer melhor na Europa e também na Taça. Não queremos ganhar só o campeonato, também queremos ganhar a Taça e ir longe na Europa. Mas também sinto que podemos orgulhar-nos de algumas das coisas que fizemos na Liga Europa e na Taça de Portugal.” O médio também relembrou um período mais desafiador a nível pessoal. “Aquele período entre janeiro e fevereiro foi o mais difícil para mim. Tinha feito muitos jogos, com muitos minutos, e não era uma questão de achar que precisava de competição, mas, para mim, foi bom o Seko [Fofana] ter chegado ao clube. É um jogador com muita qualidade, que me obrigou a ser ainda melhor. Também foi importante para me poder tirar alguns minutos e dar-me descanso, especialmente para limpar a minha mente. Foi bom para mim. No final da época, e ao longo do último mês, voltei ao nível em que quero estar e em que quero atuar. Acho que é normal ter alguns períodos assim, mas também estou feliz por, individualmente, ter passado esse momento em que estava a cair um pouco e por ter conseguido voltar ao nível que quero manter. Também estou orgulhoso das exibições individuais e dos passos que dei esta época. Quando olho para trás, acho que também melhorei muito como ser humano, mas também como jogador, quer em campo, quer no plantel.”

A experiência de partilhar o balneário com uma lenda como Thiago Silva foi, também, destacada. “Para começar, há que dizer que é bastante impressionante que ele ainda jogue a este nível. É um jogador que ganhou um enorme respeito por causa da carreira que fez, mas também respeita muito o lugar onde está agora. É um jogador capaz de liderar um grupo, talvez não com tantas palavras como o Jan [Bednarek], mas tem uma forma clara de fazer as coisas. É um bom líder, dá um bom mote para aquelas que devem ser as linhas-mestras da equipa. E é um jogador com muita experiência, já venceu mais de 30 títulos. Pode ensinar-te algo e transmite calma quando está dentro de campo.”

No que concerne à arbitragem em Portugal, Froholdt partilhou a sua perspetiva, focando-se no tempo útil de jogo. “Numa época, vais sempre enfrentar alguns momentos em que os árbitros te dão algo a mais e alguns períodos em que sentes que não te dão o que mereces. Houve alguns momentos desses, sem dúvida, e não minto: houve momentos em que achei que não aconteceu aquilo que merecíamos, mas, no geral, as coisas equilibram-se. Mas, tendo de comentar algo sobre arbitragem e esse tipo de temas, digo que, na liga portuguesa, temos de focar-nos em ter mais tempo útil de jogo. Há demasiadas paragens, livres onde se permite que se perca muito tempo... Em alguns dos jogos grandes que jogámos contra o Sporting e o Benfica, nem sequer chegámos aos 45 minutos [de tempo útil]. Temos de olhar mais para esse tipo de coisas, para termos mais tempo de jogo e para que os adeptos possam desfrutar mais do futebol. Para nós, jogadores, também é mais agradável.” Sobre a adaptação à discussão da arbitragem, o dinamarquês confessou: “Adaptas-te bastante rápido, mas acho que o ponto em que me foquei mais e que me deixou um pouco surpreendido, ou descontente, foi o tempo útil de jogo. Mas os árbitros tomam as suas decisões e as coisas funcionam para ambos os lados. Como jogador, a única coisa que podes fazer é focares-te na tarefa que tens de fazer em campo. Tento não pensar muito nisso e, no balneário, também concordámos que, às vezes, o árbitro está contra nós, outras vezes não, mas só podemos focar-nos numa coisa: dar tudo em campo e fazer tudo o que pudermos para conseguir vitórias.”

O futuro e as ambições para 2026/27 foram também tema de conversa. Questionado se assinaria por baixo para repetir uma época idêntica, Froholdt respondeu peremptoriamente: “Ui… Pergunta difícil. Sou uma pessoa que quer sempre lutar por tudo e não assino por baixo antes de a época começar. Agora temos uma base muito boa no clube e na equipa, portanto, na próxima época vamos dar tudo em todas as competições que vamos disputar. Depois, temos apenas de ser ainda melhores e dar um passo em frente. Agora o foco está em nós, tanto na Liga como na Europa. Há alguma pressão, mas vamos continuar a dar tudo pelo emblema que temos ao peito.” Em relação à Liga dos Campeões, o médio mostrou-se otimista: “A Liga dos Campeões tem esse nome precisamente porque é o maior torneio da Europa. Acho que agora temos uma equipa muito, muito boa. E agora também vamos entrar numa janela onde haverá mudanças, como sempre há. Mas já tivemos uma reunião hoje em que garantimos que, quando a pré-época começar, daremos tudo o que temos novamente para estarmos bem na Champions League e termos um bom desempenho na competição, tal como o Sporting fez esta época, e para manter o nível e fazer ainda melhor no campeonato.” Por fim, Froholdt deixou uma mensagem inspiradora aos adeptos portistas: “O que posso dizer aos portistas é que voltaremos com um desejo ainda maior, um espírito ainda mais forte e que podem ficar entusiasmados com a equipa que vai voltar depois das férias de verão.”

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