A situação de Iván Jaime, médio-ofensivo por empréstimo no CF Montréal, está prestes a ser definida nos próximos dois compromissos da equipa canadiana na MLS. A possibilidade de ativação da cláusula de compra, que garantiria um encaixe imediato ao FC Porto, depende diretamente da utilização do jogador nestas partidas. Para que a opção seja acionada automaticamente, Iván Jaime necessita de disputar 60% dos jogos com mais de 45 minutos. Atualmente, o espanhol cumpre este requisito em 12 dos 20 desafios realizados pelo Montréal, mantendo uma taxa de utilização de 60%.
No entanto, a gestão do tempo de jogo do atleta levanta dúvidas sobre a concretização desta meta. Não se prevê que o criativo jogue mais de 45 minutos em ambos os encontros restantes antes do término do empréstimo a 30 de junho. Financeiramente, o FC Porto já recebeu 250 mil euros pela cedência, acrescidos de um prémio de 50 mil euros pelo primeiro bloco de 10 jogos. Caso a opção de compra não seja ativada, o Montréal não estará obrigado a pagar os 5,5 milhões de euros estipulados, podendo renegociar o valor do jogador em baixa, utilizando como argumentos a lesão sofrida em fevereiro, o tempo de utilização e o peso salarial.
Iván Jaime possui um contrato com o FC Porto até junho de 2028, representando um ativo considerável após um investimento de cerca de 10 milhões de euros pagos ao Famalicão. Com 44 jogos, cinco golos e duas assistências pelos dragões
antes do empréstimo, o clube azul e branco ficará dependente do mercado para recuperar parte do investimento, seja através de uma eventual proposta dos canadianos ou de outras oportunidades que surjam para o jogador. O elevado salário de Iván Jaime no Montréal, que ascende a cerca de 2,11 milhões de dólares, também é um fator relevante, e a perceção de que o clube canadiano está a gerir a sua utilização de forma a evitar a ativação automática da cláusula tem sido notória no relvado, refletindo-se na frustração do atleta.