Villas-Boas desafia Diogo Costa e fala de Lewandowski e Mourinho

  1. Villas-Boas desafia Diogo Costa a usar a camisola 2.
  2. Lewandowski financeiramente fora do alcance do FC Porto.
  3. Farioli continua no comando técnico da equipa.
  4. Caso Bednarek: Situação preocupante com segurança.

André Villas-Boas, presidente do FC Porto, tem demonstrado uma gestão ativa e transparente, abordando diversos tópicos cruciais para o futuro do clube. As declarações mais recentes do presidente, proferidas à margem de um jantar com deputados da bancada do PSD e à saída da Assembleia da República, revelam as ambições da nova direção, tanto a nível desportivo como na gestão de craques e novos talentos.

Um dos desafios lançados por Villas-Boas, que mais impacto gerou, foi dirigido a Diogo Costa. Segundo Villas-Boas, há um desejo de ver o guarda-redes trocar o número 99 pela camisola 2, em homenagem a Jorge Costa, que faleceu em agosto passado. “Fiz-lhe um desafio que espero que ele aceite: o de, para o próximo ano, envergar a camisola número 2 do FC Porto. Para nós seria uma honra enorme”, confessou o presidente azul e branco. No entanto, esta proposta tem uma condição clara, como Villas-Boas fez questão de sublinhar: “Para que isso aconteça, ele tem de estar no FC Porto e esse é o meu desejo. Queremos todos contar com o Diogo mais uns anos”. A simbologia do número 2 foi ainda reforçada: “A camisola 2 tem um significado histórico importante, de vencedores e, claro está, vinculada ao nosso querido Jorge Costa que nos deixou.” Reafirmando a mesma ideia, o presidente acrescentou: “Espero que sim, fiz-lhe um desafio que espero que ele aceite, que é envergar a camisola número 2 do FC Porto. É um desejo que lhe transmite, e para isso tem de ficar no FC Porto. É uma camisola que tem um histórico importante, de vencedores, vinculada ao nosso querido Jorge Costa e por todo esse significado gostava que ele a envergasse.”

Relativamente ao mercado de transferências, Villas-Boas foi questionado sobre o alegado interesse em Robert Lewandowski e foi direto na sua resposta: “É um orgulho o FC Porto estar associado a uma lenda do futebol, mas os encargos financeiros estão fora do alcance do FC Porto. Temos três polacos, esse é o grande apelo, mas totalmente fora das possibilidades financeiras.” Reiterando a posição, explicou: “É um orgulho o FC Porto estar associado a uma lenda do futebol como é o Lewandowski, mas os encargos financeiros de um jogador desta dimensão estão fora do alcance do FC Porto. É claro. Temos três polacos na equipa, é a nossa grande atração a um grande jogador como Lewandowski, mas está totalmente fora das possibilidades financeiras do FC Porto.” Sobre a permanência do treinador Francesco Farioli, Villas-Boas mostrou-se bastante otimista: “Sem dúvida, tem demonstrado uma unidade total com o projeto. Esteve ontem comigo, anteontem com a equipa de scouting, estamos a trabalhar na construção da equipa do próximo ano. Há sempre mudanças no futebol, mas estou confiante que a espinha dorsal se manterá.” O presidente do FC Porto garantiu: “Se Farioli continua? Sem dúvida, tem demonstrado uma unidade total com o projeto. Esteve ontem [terça-feira] comigo, anteontem [segunda-feira] com a equipa de scouting, estamos a trabalhar na construção da equipa do próximo ano. Está totalmente envolvido no projeto. Há sempre mudanças no futebol, mudanças abruptas, por vezes, mas estou confiante que se manterá.” A cobiça em torno de Victor Froholdt também foi abordada: “É um jogador muito assediado, se calhar um dos candidatos a jogador do ano. Não nego que o seu agente tem-me transmitido muito do interesse que há de grandes clubes europeus, mas acho que o Froholdt foi claro quanto à sua vontade e contamos com ele.” Villas-Boas complementou: “Jogador muito assediado, candidato a jogador do ano, importantíssimo para o FC Porto, o agente tem partilhado interesse de outros clubes europeus, ele foi claro ao futuro e contamos com ele.” Já o futuro de Terem Moffi, Thiago Silva e Seko Fofana é ainda uma incógnita: “São decisões que correspondem ao mister. Há jogadores sobre os quais podem ser acionadas opções, temos margem até 31 de maio, caberá ao mister uma primeira decisão e depois será comunicado.” O presidente também falou sobre os excessos dos jogadores em celebrações: “São celebrações de um título, há excessos, emoções, viscerais relacionadas com o que foi o campeonato, a história do campeonato. Não posso negar que os jogadores terão ouvido as palavras do presidente do Sporting e isso tenha servido de motivação. Enquanto treinador também usava esses pequenos deslizes do adversário para dar motivação e com certeza o Farioli também fez.” Relativamente à corrida pelo segundo lugar na I Liga: “Parece-me que esta jornada que passou pode ter sido decisiva. O FC Porto não tem preferência, a única preocupação é o primeiro lugar.” Questionado sobre o interesse do Real Madrid em José Mourinho: “Não sou adepto do Real Madrid. Como podem calcular é o treinador mais importante do futebol português, com maior currículo, e normalmente atrai grandes clubes.” Finalmente, abordou a questão dos convocados à seleção nacional: “É uma decisão que cabe ao selecionador nacional, temos visto um padrão comum, normalmente o FC Porto cede Diogo Costa e Rodrigo Mora.”

Um ponto de preocupação levantado pelo presidente foi o caso Bednarek. André Villas-Boas descreveu a situação como “Situação preocupante, de grande perigo, não muito frequente e normal com os nossos jogadores, apesar de já termos tido episódios do género com Corona e Otávio. Infelizmente foram vidas de forma intensa pela família do próprio. O FC Porto garantiu as máximas condições de segurança à família, que optou por se ausentar do país há algum tempo e o jogador encontra-se com o pai a recuperar do impacto psicológico. Parece estar bem, motivado e seguramente entrará nos convocados para o jogo.”

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