O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) divulgou um conjunto de decisões que afetam vários agentes do futebol nacional, desde dirigentes a treinadores, com multas e suspensões a marcarem a atualidade disciplinar. Entre os visados, destaca-se Henrique Monteiro, diretor executivo do FC Porto, que foi suspenso por oito dias e multado em 1.275 euros. A sanção deve-se a um incidente no jogo contra o AVS SAD, onde, segundo o relatório do árbitro Carlos Macedo, ele “saiu deliberadamente da área técnica para protestar ou discutir com um elemento da equipa de arbitragem, gesticulando efusivamente na direção do árbitro, dizendo: “Marca as faltas, c... É sempre a mesma coisa”
”.
As decisões do Conselho de Disciplina também incidiram sobre o comportamento dos adeptos em vários estádios. O Sporting foi multado em 2.675 euros após a visita ao Rio Ave, com 765 euros a resultarem de insultos relacionados com o Benfica. Cânticos como “Em cada lampião, há um c...”
foram proferidos por vários adeptos leoninos, de acordo com o mapa de castigos. Adicionalmente, os leões terão de pagar 1.910 euros pela utilização de um very light. O Rio Ave, por sua vez, foi multado em 700 euros pela falha em impedir a entrada de engenhos pirotécnicos e outros 350 euros pelos insultos dos seus adeptos ao presidente do Sporting, com frases como “Oh Varandas, vai para o c...”
.
O Benfica também não escapou às sanções, enfrentando uma multa de quase 20 mil euros devido a vários incidentes na receção ao Sp. Braga. A fatia mais significativa, de 9.560 euros, deve-se ao uso de engenhos explosivos e pirotécnicos, enquanto a entrada de objetos não autorizados, como tarjas de grandes dimensões, custou mais 6.375 euros. Houve ainda uma multa de 893 euros por “comportamento incorreto do público”, devido a críticas a Hornicek. No banco encarnado, a expulsão do treinador adjunto Pedro Machado, que abordou a equipa de arbitragem de forma exaltada e ostensiva com a frase “Isto é penálti, c...”
, resultou numa multa adicional de 2.805 euros. Fora das grandes rivalidades, Álvaro Pacheco, treinador do Casa Pia, foi suspenso por 30 dias e multado em 3.900 euros por “lesão da honra e da reputação e denúncia caluniosa” após o jogo com o Tondela. O técnico “agarrou o braço do árbitro forçando o mesmo a parar para lhe dirigir as seguintes palavras: “Eu tenho família e filhos em casa, isto foi uma vergonha, foi um roubo”
”, conforme descrito nos processos sumários da FPF.